Apesar da atuação dos órgãos públicos, os municípios do Norte Pioneiro ainda encontram diversos problemas que precisam de soluções rápidas. No entanto, os vereadores das principais cidades da região decretaram um recesso de dois meses nas Câmaras. O normal, em muitas cidades do País, é um recesso de um mês.

A principal justificativa quando se questiona um período tão longo de paralisação é a convocação de sessões extraordinárias, se houver relevância para sua realização, e a paralisação dos trabalhos do Executivo. Basta saber, no entanto, se as sessões convocadas serão suficientes, uma vez que se nota diversos problemas nos municípios, sejam eles de sa© úde, saneamento ou necessidade de obras nas ruas. Além disso, todos sabem que os projetos criados nos municípios não precisam, necessariamente, ser originários das prefeituras. Os vereadores podem e devem apresentá-los.

Segundo o presidente da Câmara de Santo Antônio da Platina, vereador Celso de Souza Schmidt, o recesso da Casa que começou dia 11 de dezembro e terminará em 18 de fevereiro não deve interferir nos trabalhos normais dos vereadores. Ele afirma que está prevista uma sessão extraordinária para esta quinta-feira, dia 13, mas que, por enquanto, não há nenhuma outra sessão marcada. Ressalta, ainda que mesmo se convocadas sessões extraordinárias os vereadores não recebem valores extras por isso.

Indagado quanto ao tempo de paralisação da Câmara, Schmidt afirma que essa é uma questão constitucional embora possa ser mudada por meio do regimento interno da Câmara, basta aprovação da maioria dos vereadores. Na verdade, o vereador não sabe dizer se este é ou não um período muito longo. ''Não sei se é muito tempo. O poder Legislativo vive em função do poder Executivo, que também pára no final do ano. Não existem matérias necessárias para serem discutidas. Quanto ao regimento interno, ele pode ser mudado, mas não há necessidade'', explicou.

Em Andirá, os trabalhos na Câmara devem ser interrompidos nesta domingo, dia 16, e retomados em 16 de fevereiro. O presidente Wágner Luiz Calixto afirmou que, embora os trabalhos do plenário sejam interrompidos, a atividade parlamentar continua.

Além disso, estão previstas três sessões extraordinárias que, segundo o vereador, não são remuneradas. Quanto ao tempo de paralisação, Calixto afirma que os projetos originários da prefeitura só começam a ser mandados em fevereiro, já que o final do ano é um período para fazer balanço e reestruturação.

José Marcos Pessa, presidente da Câmara de Jaguariaíva, que entra em recesso neste sábado, dia 15, e retorna em 15 de fevereiro, afirmou que a Casa deve realizar, no período correspondente ao recesso, sessões extraordinárias, mas que não sabe, por enquanto, quantas delas serão necessárias. Em Jaguariaíva também não haverá remuneração nas sessões extraordinárias.

Cleide Cesco, presidente da Câmara de Jacarezinho, afirmou que, embora aconteça este período de recesso, que começa em 19 de dezembro e termina em 5 de fevereiro, todos os projetos que ficarem pendentes, correspondentes ao ano de 2001, serão votados em sessões extraordinárias que, como nas outras câmaras, não são remuneradas. ''Nós não vamos deixar nenhum projeto pendente. Serão realizadas sessões extraordinárias quantas vezes forem necessárias. Todos os vereadores estarão à disposição da Câmara neste período'', afirmou a vereadora. Quanto aos projetos novos, serão analisados durante o recesso, porém votados somente nas sessões ordinárias.

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