UTFPR estuda curso mais próximo das aldeias
Cornélio Procópio - A responsável pelo Departamento de Extensão da UTFPR em Cornélio Procópio, Regina Furlaneto Muller, reconhece a dificuldade que o grupo de indígenas enfrenta em busca de conhecimentos na área de informática, mas destaca que o sacrifício vale a pena. Ela explica que o conhecimento é necessário para se fazer desde um trabalho de escola ou para aqueles que querem ingressar em um curso superior, o que é cada vez mais comum nestas comunidades.
Regina diz que será avaliada a possibilidade de se ministrar outro curso do gênero em um local mais próximo das aldeias.
O curso de informática básica para os indígenas está sendo ministrado graças a uma parceria entre a UTFPR e a direção da Usina Hidrelétrica Mauá, que foi ativada há um ano no Rio Tibagi, e tem o objetivo de atender as comunidades indígenas próximas que foram desalojadas ou não pelo reservatório.
O professor Alessandro Botelho Bovo, que é o coordenador do projeto, orientou os estudantes que iriam aplicar o curso a passar as instruções de maneira bem didática porque a maioria nunca havia tido contato com um computador. Para ele, o interesse dos indígenas pelo mundo virtual não interfere mais em seu modo de viver porque "os índios estão cada vez mais interessados em coisas novas".
Para o estudante Lucas da Cunha Bueno, do curso de Engenharia de Computação, a participação no projeto como um dos instrutores para os indígenas está sendo gratificante. "Hoje em dia, é difícil imaginar alguém sem acesso à informação", resume.
Ele também destaca o esforço do pessoal em se deslocar das aldeias em busca de aprendizado e concorda que o curso poderia ser ministrado em um local mais próximo, desde que a cidade tenha um laboratório de informática ou um telecentro, que é um programa do Ministério das Comunicações para inclusão digital.





