Usiban recebe prêmios nacionais
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quinta-feira, 15 de novembro de 2001
Marcos André Brito<br>De Bandeirantes - Especial para a Folha 
Por incrementar o sistema de automação de seu parque industrial e por promover ações sociais entre funcionários e comunidade, a Usina Bandeirantes S/A foi contemplada com dois prêmios oferecidos pelo JornalCana, principal órgão de divulgação do setor sulcroalcooleiro nacional. A Usiban concorreu com outras 400 usinas brasileiras e se destacou neste dois setores. Os prêmios foram entregues em solenidade realizada em São Paulo. ao diretor Serafim Meneghel Júnior e reflete o esforço da empresa para se adaptar à evolução tecnológica, sem deixar de atender o lado social.
O processo de automação, além de permitir o melhor desempenho da produção, proporcionou a criação de novos empregos, qualidade do produto e menos riscos ao meio ambiente. Na área social, só o atendimento dispensado ao projeto ''Fazendinha'', que atende 250 crianças, com reforço escolar, cursos profissionalizantes, atendimento médico-odontológico e psicológico, justifica a premiação.
Quando ocorre o processo de automação em alguma empresa ou indústria, normalmente a consequência natural é a demissão de funcionários. No caso da Usiban, que tem cerca de 1,5 mil trabalhadores permanentes e quatro mil durante a safra, o resultado foi totalmente o inverso. Além de não demitir nenhum funcionário nestes quatro anos de processo de automação, criou novos postos, com qualificação patrocinada pela própria empresa.
A informatização na Usiban deverá ser concluída em dois anos, mas os resultados já apresentados animam a diretoria a antecipar este prazo. De acordo com o gerente industrial João Guin Filho, o processo exigirá outras contratações e a especialização através de cursos profissionalizantes. ''Demitir não faz parte deste processo'', garante Guin Filho.
Segundo o gerente, o projeto de automação começou em 98, quando a Usiban partiu para um processo mais agressivo de tecnologia avançada. Neste período, conforme Guin Filho, não houve demissão nos setores automatizados. Houve, segundo ele, contratação de pessoal especializado em informática para operar os computadores instalados, tanto nas caldeiras como na destilaria, na fábrica de açúcar e nas moendas. ''Nossos funcionários mais antigos receberam treinamento para acompanhar a evolução tecnológica de produção e continuam na empresa'', disse.
''Hoje alcançamos um padrão que atende às necessidades do mercado'', garantiu. Para Guin Filho, a produção industrial é uma consequência da instabilidade do processo. ''Se o erro é menor, a produção será maior'', define.


