Uraí espera retorno à normalidade
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Eli Araujo e Celso Felizardo<br>Reportagem local 
Uraí - Depois de permanecer 26 dias como prefeito interino de Uraí, Sérgio Henrique Pitão (PSC), assumiu oficialmente o cargo na noite de segunda-feira, após a renúncia de Almir Fernandes de Oliveira (PPS). Pitão apontou que pretende fazer uma série de mudanças que não conseguia executar enquanto era vice-prefeito. A prioridade, segundo ele, será na área da saúde e da educação do município. A expectativa por melhorias é grande na cidade de 11,7 mil habitantes.
Como primeiro passo, o prefeito já pediu um levantamento de todo o sistema, principalmente das contas do Município. "Temos de conhecer a realidade e saber com o que estamos lidando para planejar as ações que serão tomadas nos próximos três anos", disse. Inicialmente, o novo prefeito pretende tomar algumas medidas para equilibrar o caixa. "Dá para trabalhar, montar uma grande equipe, honesta e administrar com ênfase para aquilo que o povo mais necessita", afirmou. Pitão adianta que não terá receio em fazer as mudanças que considera urgentes e primordiais, mas que desagradem alguns funcionários. "Vamos priorizar o coletivo".
A Associação Comercial e Industrial de Uraí espera que a situação política da cidade se normalize para que a administração municipal possa acontecer de forma satisfatória. A preocupação é do presidente da entidade, empresário Edgar Takahara, que teme que a falta de continuidade administrativa possa trazer prejuízos para toda a população. "Tenho certeza que prejudica a cidade porque cria uma imagem negativa. Já é difícil atrair uma industria para Uraí e assim fica mais difícil ainda", afirma.
Takahara se diz "avesso" à política e não quis fazer comentários sobre a renúncia do prefeito Almir Fernandes de Oliveira (PPS), que estava afastado do cargo há quase um mês.
Oliveira foi afastado pela Câmara por supostas irregularidades administrativas. Havia quatro comissões processantes que seriam votadas contra o prefeito. Uma das denúncias era ultrapassar o limite estabelecido por lei na folha de pagamento.
Mesmo não gostando de política, o presidente da Associação Comercial lembrou outro fato político recente que marcou a história da cidade: a cassação do prefeito Sussumu Itimura, em junho de 2011. Para Takahara, este foi um ato "injusto". Itimura, com 93 anos anos na época, era o prefeito mais idoso do Brasil. Ele morreu três meses depois.
Sem surpresa
Para o presidente da Câmara Municipal, vereador Claudinei Luiz dos Reis (PSOL), a substituição de um prefeito só traria prejuízos se quem assumisse não "tomasse as medidas necessárias". Segundo ele, foi isto que aconteceu com o prefeito afastado Almir Fernandes de Oliveira, que era o vice de Itimura em 2011.
Reis afirma que a renúncia do prefeito afastado era esperada e por isso não ficou surpreso com a atitude. "Ele (Oliveira) tentou evitar as comissões processantes e não conseguiu; sua situação estava complicada", afirma.
Segundo o presidente da câmara, os trabalhos das comissões processantes foram encerrados com a renúncia do prefeito e os processos serão encaminhados agora ao Ministério Público da Comarca de Uraí.


