Uma vinícola com inspiração medieval
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terça-feira, 12 de julho de 2011
Marcos André de Brito<br>Especial para a FOLHA 
Cornélio Procópio - Será inaugurado no próximo dia 19, em Bandeirantes, o primeiro castelo em estilo medieval do Norte Pioneiro. Construído pelo empresário José Aparecido Martins, proprietário da Vinícola La Dorni, o castelo chama a atenção pela sua arquitetura e pelo tamanho. Construído em uma área de cinco mil metros quadrados, o castelo ocupa três mil metros, tem 25 metros de altura e consumiu 50 mil pedras, todas lapidadas manualmente. Durante sete anos, apenas quatro funcionários trabalharam na obra, inserida com destaque no Guia Turístico Regional Norte do Paraná, editado pela Agência de Desenvolvimento do Turismo do Norte do Paraná (Adetunorp). Segundo o empresário José Aparecido Martins, turistas de vários estados e de outros países já visitaram o castelo, desde o início de sua construção.
De acordo com Martins, o vinho embalado na unidade construída no Paraná é produzido na Serra Gaúcha. Mas o interesse da empresa é ter um produto com as características da região. Para isso, uma parceria com a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) está permitindo pesquisar cultivares de uvas que se adaptem às condições climáticas do norte do Estado. No laboratório montado na vinícola estão instaladas 500 parreiras com diferentes variedades. Assim que se confirmar a cultivar ideal, o empresário pretende firmar parceria com produtores que permita a produção para a industrialização de vinhos com matéria-prima da região.
Hoje a vinícola produz 22 tendências muito consumidas como o vinho canônico utilizado por várias dioceses do País na celebração de missas , o vinho sem álcool, outro especial para o paladar feminino, espumantes, vinhos varietais (cabernet, sauvignon, merlot) e os de mesa tinto, tinto suave, seco e demi sec. Martins não esconde a expectativa pelo início da produção com cultivares adaptadas à região. A Vinícola La Dorni terá matéria-prima próxima e com a mesma qualidade das uvas produzidas no Sul, prevê José Aparecido Martins.
O castelo
Martins conta que a inspiração para a construção do castelo foi natural e espontânea. Quando ficou pronto, muitos turistas compararam a obra com a Torre de Belém, em Lisboa, Portugal. Qualquer semelhança é mera coincidência, diz Martins. A construção foi feita artesanalmente, com todos os detalhes, como a Flor de Liz e a Cruz de Malta, espalhados pelos muros, torres e corredores, também produzidos em concreto no local. As pedras utilizadas nas paredes vieram de Jacarezinho, de onde também foram retiradas de forma artesanal e transportadas para Bandeirantes.
O castelo tem capacidade para receber 300 pessoas em sete ambientes com decorações diferentes e medievais. Na primeira torre, o espaço construído abriga cerca de 200 pessoas em dois ambientes. Na segunda torre, será montada uma sala para reuniões e pequenos eventos.
A intenção do empresário e sua família é transformar o castelo em um ponto turístico para visitantes que viajam no circuito São Paulo - Foz do Iguaçu. Embora abrigue uma Vinícola, o castelo promove atividades culturais. Nós estamos concluindo a construção de um mural da arquitetura medieval, com a história de castelos europeus, da história da uva e do vinho além de promovermos ainda estudos científicos para estudantes de Agronomia, Gastronomia e Turismo, informa.


