Uma vida construída na roça
O corte de cana em Bandeirantes é feito por trabalhadores rurais de vários municípios da região. A grande maioria tem nessa atividade a sobrevivência e anos de trabalho contínuo e exaustivo. O casal Edilaine, 30 anos, e Clodoaldo Aparecido Guergolete, de 39 anos, conheceram-se, casaram-se e continuam trabalhando no corte de cana há mais de 16 anos. Ele conta que foi criado na roça e não sabe fazer outra coisa, senão cortar cana.
Questionado sobre o futuro, Clodoaldo disse que ainda não pensou como vai fazer. Ele aposta que a profissão de cortador de cana permaneça em regiões onde a máquina não pode chegar e acredita que nunca vai faltar serviço para sua família. Registrado na Usiban, ele recebe um salário de R$ 600 por mês. Hoje é mais fácil trabalhar no corte porque a gente tem equipamentos que dão mais segurança e um tratamento muito melhor do que 10 anos atrás. Como não aprendi outra profissão, vou tentar continuar nessa lida mesmo, afirma.
Já a esposa Edilaine admite que está cansada da vida que leva, mas gosta do serviço que faz. Na atividade há quase duas décadas e embora tenha uma filha pequena, não pensa em outro serviço. Eu aprendi desde menina a cortar cana e quando chego pra trabalhar, esqueço dos problemas e das dificuldades e me concentro na produção que tenho que fazer. O resto a gente vai levando e consertando, brinca.
Os operadores da nova colheitadeira de cana Benedito Sérgio Fregolão e seu filho Júnior Sérgio Machado Fregolão trabalham em média seis horas por dia. Eles participaram de cursos técnicos para poder operar a máquina, uma da mais modernas do país. Além da potência no corte, o equipamento possui uma cabine climatizada e é operada por computadores, que analisam desde o solo até a posição geográfica na lavoura, via internet. Cada máquina, conforme Benedito, colhe mais de 10 alqueires por dia, se o terreno for compatível à capacidade de operação. (M.A.B.)





