Cornélio Procópio - Para o professor mestre em História, Roberto Bondarick, da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR), campus de Cornélio Procópio, o Norte Pioneiro, que já foi uma das regiões mais prósperas do Estado, ainda não encontrou um novo rumo de desenvolvimento econômico. "A região parece não ter se recuperado do baque da Geada Negra de 1975, que erradicou a cafeicultura e produziu levas de migrantes saindo em busca de novos horizontes ou na cidade grande ou em Mato Grosso e Rondonia".
Ele analisa que os municípios menos populosos são geralmente os que apresentam maior número de beneficiados. "Geralmente possuem pouca variação de suas atividades econômicas, levando à pouca oferta de trabalho e emprego formal. Cidades como Cornélio, e Joaquim Távora, por exemplo, possuem um polo industrial e são centros comerciais, por isso conseguem se sobressair".
Para o historiador, faltou investimento dos governos do Estado e Federal na região. "A educação é um exemplo disso: a região sempre foi agrícola e as únicas escolas estaduais agrícolas que existiam próximas daqui estavam em Santa Mariana e em Castro. De forma geral o Norte Pioneiro carece de melhores atividades econômicas, de boas estradas e de oferta de trabalho formal. Vejo que a indústria não é o único caminho para o desenvolvimento, mas é o mais viável".
A diarista Viviane Barreto Martins, de Cornélio Procópio, considera a falta de empregos como o grande problema da região. "A gente não tem muita opção por aqui. Eu mesmo tento achar mais trabalho para preencher minhas diárias, mas não consigo". (R.P.)

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