Uma missa para expulsar o inimigo
Bandeirantes - A missa de cura e libertação, que é celebrada todo dia 29 de cada mês, é bem diferente de uma missa tradicional, a começar pela duração, que pode passar de 3 horas. As pessoas, entretanto, parecem não se incomodar com este tempo, tanto que algumas chegam ao
local com até duas horas de antecedência.
A missa é marcada por intensa participação dos devotos. As músicas são sempre alegres e conhecidas, o que facilita a manifestação dos fiéis.
Logo no início, o padre Roberto Morais de Medeiros, reitor do santuário, faz a saudação das caravanas presentes. As pessoas procedem de inúmeras cidades da região, de várias cidades do Paraná (inclusive Curitiba), de cidades do interior de São Paulo e até de outros estados vizinhos, como Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, por exemplo.
O momento mais esperado acontece na terceira hora da missa. É quando o padre caminha com o Santíssimo em meio à multidão. As pessoas fazem questão de tocar a imagem. Uma boa parte fica visivelmente emocionada. Algumas se estendem no piso e são atendidas pelos servos, os voluntários que ajudam na celebração.
Durante o "passeio" com o Santíssimo, as pessoas levantam objetos pessoais, carteiras de trabalho, fotos de ente queridos, garrafas com água ou pacotes de sal para serem "exorcizados".
O padre para várias vezes no meio da multidão e diz que tem alguém próximo que está passando por alguma dificuldade ou enfrentando algum tipo de doença, que é descrita por ele, e pede que tais pessoas levantem a mão. As pessoas se manifestam e ele diz que "Deus vai agir" para curar aquela doença.
Ainda durante o percurso em meio à multidão, o padre parece mais exaltado em alguns momentos, quando procura expulsar o "inimigo" da vida das pessoas. "Eu ordeno, em nome de Jesus, que todo espírito maligno que foi invocado para destruir a sua vida, saia agora desta serva (ou servo) de Deus", implora. (E.A.)





