Doar 75 alqueires não era muito para Luiz. Juntamente com a esposa, Gertrudes Duarte Camargo, ele também herdara a Fazenda Inhô-Ó, de 17 mil alqueires, em São Jerônimo. E ao morrer, entre outros bens Luiz deixou 840 alqueires na margem esquerda do rio Tibagi, parte da Fazenda Três Bocas entre Tamarana e São Luiz, ao sul do futuro município de Londrina.
Seu nome era Luiz Ferreira de Mello, que mudou para Luiz Pinheiro de Mello por motivo de segurança, segundo relato no livro de Guida. Com a retirada das tropas de Gumercindo Saraiva (Revolução Federalista) do Paraná, em 1894, os legalistas retomaram Curitiba e prenderam Ildefonso Pereira Correia, o Barão do Serro Azul, e outros comerciantes, que tinham atendido à exigência dos revolucionários, lhes entregando grande quantia em dinheiro para que não saqueassem a cidade. Acusados de serem colaboradores e postos num trem, foram jogados do vagão, no km 65 entre Curitiba e Paranaguá.
''Luiz Ferreira de Mello era um dos conduzidos, mas conseguiu fugir.'' Durante a fuga, lhe ocorreu mudar o nome ''quando descansava sob a copa de um pinheiro'' (araucária). Há duas versões que não estão no livro, a mais difundida em São Jerônimo da Serra apregoa que Luiz, de tanto ouvir dizerem que era ''alto parecendo pinheiro'', resolveu adotar o nome. Por sua vez, a neta Zulmira Pinheiro Scheffer, Nhazinha, ouviu em família que ele também assinava Carneiro, um dos sobrenomes da mãe (Maria Rita Carneiro Silva Lobo). Mas ''achava que já havia Carneiro demais''. (W.S.)

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