UEL constata poluição em ribeirão
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quarta-feira, 18 de setembro de 2002
Benedito Teles<br> Equipe da Folha 
Santo Antônio da Platina - Os departamentos de Geociências e Ciências Sociais da Universidade Estadual de Londrina (UEL) apresentaram durante o 1º Fórum Ambiental, realizado no último dia 13, os resultados da primeira etapa do Plano de Recuperação da Bacia Hidrográfica do ribeirão Boi Pintado. Os levantamentos constaram a degradação da mata ciliar e a poluição da bacia do Rio, que percorre vários bairros do município, em toda a sua extensão.
Na segunda etapa está prevista a implantação de um programa de educação ambiental com a formação de 40 monitores na comunidade. O projeto de estudo e implantação do plano é desenvolvido pela UEL em parceria com o Colégio Casucha e Associação Conservacionista Platinense (Acopla). O plano tem o apoio do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Sanepar e Ministério Público.
A direção do colégio informou que o projeto começou após a realização de uma feira de ciências realizadas em 99. Em seguida a instituição tomou a iniciativa de entrar em contato com a UEL e o projeto foi concebido. A apresentação do diagnóstico foi realizada no início da noite na Associação Comercial no Senac. Segundo os coordenadores cerca de 150 pessoas participaram do evento.
Durante o evento foram realizadas palestras com os professores da UEL Nelson Tagima do Departamento de Geociências da UEL e Paulo Bassani do departamento de ciências sociais da UEL. A Sanepar foi responsável por uma palestra sobre gestão ambiental. Em seguida foi aberto o debate junto com os representantes da comunidade. Durante a apresentação foi utilizada uma fita de vídeo para a demonstração do estágio de poluição na extensão do Rio.
Na segunda etapa será realizado o levantamento sócio - econômico e cultural da população que reside na bacia para implantação de um programa de educação ambiental. Os membros do projeto devem realizar um levantamento físico e sócio-econômico na microbacia do rio para catalogar os pontos mais críticos de poluição. As entidades também iniciaram a captação de recursos junto a agências de fomento de órgãos públicos e privados para o desenvolvimento do projeto.
O presidente da Associação Conservacionista Platinense (Acopla), Luiz Augusto Medeiros, disse que na segunda etapa as entidades envolvidas indicaram membros para participarem de um treinamento na UEL para o desenvolvimento do programa de educação ambiental. Serão treinados 20 monitores para o primeiro ano e outros 20 para o segundo.
Ele disse que durante a apresentação do vídeo foram registrados cenas com lixo doméstico, carcaça de animais e detritos no interior do Rio. O objetivo, segundo Medeiros, após a conclusão da segunda etapa é que todas as entidades realizem em conjunto a operação de plantio de árvores de mata ciliar, recuperação das minas e readequação do Rio. ''Na conclusão do projeto queremos pescar e promover a integração da comunidade ao Rio'', disse.


