José Pereira dos Santos, filho de Frutuoso, casou-se com Inês, uma das filhas de Horácio, em 1940. De seus 12 filhos, dez estão vivos e ''espalhados pelo Brasil'', entre eles Dagmara. As duas famílias se dedicaram à agropecuária, beneficiamento de cereais e instalaram serraria e destilaria; José Pereira ''seguindo os passos do pai e do sogro deu continuidade ao promissor comércio'' na cidade e influiu para a criação do município, em 1951, ano em que morreu Horácio.
José Pereira tinha 65 anos ao morrer, acometido por aneurisma, em 1984, deixando um diário de três mil páginas, guardado pela esposa, em que relata quanto trabalhou ''pelo desenvolvimento de Pinhalão, cidade que amou, emancipou e acreditou em seu potencial hospitaleiro, agrícola e turístico''.
Aos 91 anos, lúcida, dona Inês Pereira dos Santos mora com Dagmara, na casa de alvenaria no centro da cidade. ''É a minha Greta Garbo'', diz a filha, vendo na mãe (rosto claro, óculos escuros e uma certa timidez) semelhança com a célebre atriz sueca. Em família, Inês continua a ser chamada Maria, nome de batismo eliminado quando houve a necessidade de refazer o registro após o incêndio no Cartório de Tomazina, em 1930, que destruiu os originais. Suprimiram Maria e puseram Inês. (W.S.)

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