Sapopema - Lambari ou Alambari, do tupi-guarani, designa pequeninos peixes de água doce e passou a nome do lugar talvez por inspiração de John Henry Elliott e Joaquim Francisco Lopes, adiantados do Barão de Antonina, que abriram a picada entre Castro e Jataí, na década de 1840.
"Alambari, a dois dias de marcha de Alagoa, é pequena povoação produtora de fumo, com cerca de 40 habitantes ao todo", anotou Bigg-Wither em 11 de junho de 1874. "O fumo, de muito boa qualidade, é fabricado em rolos e encontra bons mercados nas cidades das campinas."
Já pertencendo à imensa paróquia de Londrina, na manhã de 6 outubro 1936 afigurou-se um "bairro disperso através da capoeira e mata", anotou naquele dia padre Carlos Probst ao chegar. "A capelinha de madeira, na qual atendemos o povo, (…) levantava-se em total solidão numa bacia formada pela serra."
Atualmente, o acesso principal se desvia daqueles caminhos antigos e o bairro não é disperso; casas bem construídas se concentram ao arredor da igreja de alvenaria. Airton dos Santos estima que sejam 50 famílias, a sua entre aquelas há mais tempo. Ele e dona Maria Luísa têm cinco filhos, todos nascidos em Lambari, havendo os que permanecem, além de Indianara, que atualmente reside em Curitiba.
"Os velhos foram morrendo e os jovens saíram para a cidade grande, mas a gente faz de tudo para o bairro não acabar", diz Airton. (W.S.)

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