O ramal ferroviário do Norte Pioneiro começou a ser contruído em 1920. A construção da ferrovia São Paulo-Paraná (SP-PR) durou cerca de cinco anos e foi financiada por capital inglês, obtido por meio do Lord Lovat, e executada pelo governo brasileiro. A finalidade da ferrovia era permitir o escoamento da produção cafeeira e algodoeira da região para os portos paulistas e paranaenses. A inauguração foi feita em 1925.
A precursora do ramal foi a Ferrovia Noroeste do Paraná (NOP), com 29 quilômetros, construída em Jacarezinho pelo pioneiro Major Barbosa Ferraz. A operação da ferrovia, inaugurada em 1923, permitia a conexão das locomotivas com a ferrovia Sorocabana-Ourinhos. Porém, a estratégia do governo federal mudou e a conexão passou a ser feita por meio da São Paulo-Paraná, em Jaguariaíva, com a São Paulo-Rio Grande.
Na década de 1940, o ramal passou a se chamar Rede Viação Paraná-Santa Catarina (RVPSC) e na década de 1950, Rede Ferroviária Sociedade Anônima (RFSA). O apogeu da atividade ferroviária foi na década de 1920. Na década de 1950, o País tinha cerca de 38 mil quilômetros de rodovia e atualmente tem apenas 18 mil quilômetros.
No Norte Pioneiro, segundo a Associação de Preservação Ferroviária de Jacarezinho, foram erradicados em 1971 os trechos da Ramal Carbonífera, entre Wenceslau Bráz e Figueira, com 110 quilômetros. Entre 1993 e 1994, foi a vez do trecho de 76 quilômetros entre Jaguariaíva e Itararé (SP) da ferrovia São Paulo-Rio Grande (SPRG). No Paraná a entidade também destaca a erradicação na década de 1950 do trecho de 60 quilômetros da Companhia Ferroviária Mate - Laranjeiras, em Guaíra.

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