Torneio une diversão e filantropia
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terça-feira, 01 de abril de 2014
Aline Damásio<br>Especial para a FOLHA 
Carlópolis - Pelo sexto ano consecutivo, a família Gobbo, de Taguaí (SP), viajou até Carlópolis no último fim de semana, para competir no Torneio de Pesca Esportiva (Pescar). "Participar deste evento é muito divertido, além disso, os prêmios são bem atraentes", afirma a enfermeira Ana Luiza Gobbo. Ela conta que não há preconceito com as mulheres, que compõem metade da equipe. "Aqui as mulheres pescam e os homens ajudam na hora de tirar o peixe da água. É uma competição saudável, um programa que cada vez mais atrai mais integrantes da nossa família", reforça Ana. No ano passado, eles conquistaram o nono lugar no torneio.
Voltado para a pesca esportiva da corvina, peixe comum na represa de Xavantes, o torneio está em sua 14ª edição e neste ano teve a participação de 346 pescadores de 72 cidades do Paraná, São paulo e Minas Gerais. A competição foi realizada no domingo, na Ilha do Ponciano.
Valdecir Pedro da Silva mora me Americana (SP), participou pela primeira vez da competição. "Vim conhecer o torneio que era muito comentado entre alguns amigos meus que moram na região. Fiquei muito satisfeito, pois além do prazer da pescaria, todos têm a chance de competir, independente de ser profissional ou amador", comenta.
Antonio Carlos Garcia, da equipe "Os Coiotes", de Chavantes (SP), pescou a maior corvina (49 centímetros). Pescador profissional, Garcia participa há três anos do evento. "Hoje (domingo) estava um dia difícil, pois a chuva atrapalhou um pouquinho, mas estamos felizes por levar mais este prêmio para casa, mesmo com uma corvina de tamanho médio que, para nossa sorte, foi a maior do torneio", declara.
Garcia levou como prêmio para casa um motor de 15 HP, um barco, uma carreta e um motor elétrico. O torneio premiou até o 30° colocado.
Doação
Organizado pela Associação dos Funcionários Municipais de Carlópolis (Afucar), a competição é reconhecida oficialmente como o maior torneio de pesca esportiva em barco motorizado do país, pela Rank Brasil.
De acordo com o presidente da Afucar, Leonel Coenca, o torneio começou como uma brincadeira entre amigos. "Tínhamos um grupo de pesca que foi aumentando; transformamos o esporte em competição e tivemos 52 equipes no primeiro ano. Hoje somos reconhecidos nacionalmente", comenta.
O presidente destaca que o evento é feito sem fins lucrativos e também tem um cunho beneficente. "Os peixes provenientes da competição e os alimentos arrecadados na inscrição serão doados para entidades filantrópicas da cidade e famílias carentes", explica Coenca.
Neste ano foram arrecadadas mais de três toneladas de alimentos. Apesar da chuva, a organização estima que o evento reuniu cerca de 15 mil pessoas, entre participantes e visitantes.
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