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Londrina

Norte Pioneiro 5m de leitura Atualizado em 23/01/2019, 16:09

TJ nega habeas corpus para professor que matou diretor da UENP

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Rafael Machado<br>Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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O desembargador Miguel Kfouri Neto, do Tribunal de Justiça do Paraná, indeferiu na última segunda-feira (21) um pedido de soltura do professor Laurindo Panucci Filho, 44 anos, que assassinou com golpes de machadinha o ex-diretor do campus da UENP (Universidade Norte do Paraná) de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro), Sérgio Roberto Ferreira, 60, crime registrado em dezembro passado. A defesa protocolou a liminar argumentando que houve "constrangimento ilegal da juíza que decretou a prisão preventiva do réu".

Imagem ilustrativa da imagem TJ nega habeas corpus para professor que matou diretor da UENP
|  Foto: Reprodução/UENP


Mas, para o desembargador, "não existe irregularidade porque o acusado, apesar de ter confessado a autoria do caso, tentou fugir". Neto disse que esta não é a hora de aplicar medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica. No final da decisão, ele escreveu que o assassinato de Ferreira representa "uma morte excepcionalmente violenta, no qual Panucci Filho - mesmo tendo um doutorado na área de Economia - muniu-se de um objeto para golpear a vítima na cabeça, o que demonstra a sua periculosidade".

O advogado Diego Fiori, que defende o docente, informou que não vai se pronunciar sobre a ocorrência. Nesta terça-feira (22), o juiz Ernani Scala Marchini, da Vara Criminal de Cornélio Procópio, pediu autorização à Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo para transferir o professor do Centro de Detenção Provisória de Caiuá (SP) para a cadeia pública de Cornélio. A solicitação foi feita com urgência.

Panucci Filho está no estado vizinho desde o fim de 2018. Depois de matar Sérgio Ferreira, ele fugiu para Teodoro Sampaio, onde foi preso pela Polícia Civil. Ele está sendo processo por homicídio triplamente qualificado: motivo fútil, uso de meio cruel e dificuldade de defesa da vítima.

O ex-diretor trabalhava há 28 anos na UENP e estava no segundo mandato como diretor. Ele foi golpeado na sala onde dava expediente, na própria universidade, chegou a ser socorrido por funcionários e morreu a caminho da Santa Casa do município.

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