São Jerônimo da Serra - Pelo capítulo 6 do livro, "São Jerônimo e a Revolução de 30", o primeiro contingente – ou "força" – a entrar na cidade "foi um corpo da cavalaria do Exército", carregando a bandeira com o desenho de uma caveira e por isso, o comandante era conhecido por "Tenente Caveira". A "força" organizada por Francisco Soares no interior do município, reunia "uns vinte sertanejos" com as próprias armas. "Juntos seguiram para São Jerônimo com seus próprios cavalos ou a pé e levando sua própria comida. Todos tinham um lenço vermelho (…) ao pescoço, símbolo getulista."
Francisco Soares era amigo de Deolindo e temia por algum exagero. Mas o prefeito, já sem o comando de policiais e delegado, permanecia na fazenda, deixando "a cidade livre para a revolução". Soares e seus homens "viram que tudo estava sob controle" e "sem nada para fazer ali, voltaram para suas casas no mesmo dia. "A terceira força, comandada pelo coronel Euzébio Barbosa de Menezes, também getulista, chegou no dia seguinte ao das duas anteriores."
Não há menção de datas e provavelmente a tomada de São Jerônimo da Serra se efetivou após o dia 24 de outubro, quando a revolução já havia triunfado.
Um dos filhos de Francisco e participante, Lupércio do Amaral Soares, tinha 17 anos em 1930. Em 1975, ele relatou à FOLHA que a intenção era respeitar a convicção do coronel Deolindo, de permanecer neutro. E por isso se desentendeu com Reinaldo Mansani, o "tenente Caveira", que pensava diferente, e quase chegaram a sacar armas.
Versões divergentes sobre a ocupação de São Jerônimo constam no livro "Árduos Caminhos" (2011), de Guida Maria de Menezes Deliberador, filha de Euzébio, que reproduz depoimentos escritos e comunicados entre "os comandantes de praças" (São Roque, Queimadas e Tibagi).
Mensagem do comandante da Praça de Queimadas (Ortigueira) ao comandante da Praça de São Roque: "Comunico-lhe que ontem 24 à meia-noite recebi comunicação oficial de Tibagi comunicando-me a prisão do Presidente da República, pela esquadra. Portanto, podemos contar com a vitória. Peço, com urgência, fazer esse (aviso) aos amigos de São Jerônimo e Jataí, já comuniquei ao coronel João Henrique em São Jerônimo. Saúde e Fraternidade".
A família Soares teve dois vitoriosos nas eleições de 1951: Francisco, deputado estadual, e Lupércio (filho), prefeito de Assaí. (W.S.)

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