A rotina em Andirá, a 120 quilômetros de Londrina, está aparentemente de volta ao normal depois da chuva que assolou o município dia 15 deste mês, pouco depois das 11 horas e que durou pouco mais de uma hora. O volume e a força da água provocou danos em várias cidades da região, mas o estrago foi maior em Andirá, resultando em muitos prejuízos para parte da população.
Segundo a Defesa Civil do Paraná, a chuva chegou a 180 milímetros, ultrapassando a média do mês que é de 140 milímetros. A Secretaria de Viação e Serviços Públicos de Andirá estima que serão necessários 30 dias para recuperar os danos causados pelo temporal.
A chuva destruiu duas casas na cidade, alagou mais de 20 e deixou cerca de 150 pessoas desabrigadas. Elas foram socorridas no mesmo dia e levadas para uma escola local. O trabalho foi coordenado pessoalmente pela secretária de Ação Social da Prefeitura, Ana Lúcia dos Santos Xavier.
Na zona rural, a chuva levou quatro pontes pequenas causou estragos em 120 quilômetros de estradas rurais. O secretário de Viação e Serviços Públicos, Renato César Martins, cita o local onde ficava uma ponte na divisa com o município de Barra do Jacaré. O nível da água subiu quase cinco metros, levando a tubo de três metros de largura que servia para a vasão da água e toda a estrutura da ponte.
Para Martins, o prejuízo só não foi maior para o campo porque não é época de colheita. Segundo ele, a demora maior para recuperação de estradas se deve à falta de máquinas. A prefeitura tem apenas uma motoniveladora para atender toda a demanda do município em circunstâncias normais. ''A nossa luta é contra o tempo: não tem sábado, domingo ou feriado'', justifica.
O secretário aponta também o estrago em uma rua no Jardim Paraná que teve um trecho de 60 metros de asfalto levado pela força da água, e de uma casa que ficava às margens de um barranco em um terreno irregular em outro bairro periferia da cidade. Na casa, morava uma idosa que no momento está sendo atendida pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras). No local, ainda é possível observar vários objetos destruídos dentro da casa e parte dos móveis abandonados do lado de fora.
A Prefeitura de Andirá ainda não tem um levantamento de quanto vai precisar para a recuperação de pontes, estradas rurais e áreas danificadas na cidade. Entretanto, o prefeito José Ronaldo Xavier (PTB) afirma que vai assumir todas as despesas com recursos do município.
Ele garante que não pedirá recursos para os governos federal ou estadual e nem mesmo irá decretar estado de calamidade pública ou de emergência para facilitar a liberação de recursos. ''Se o Estado quiser ajudar receberemos com gratidão, mas temos recursos para resolver esses problemas'', afirma.
Os estragos, na avaliação do prefeito, poderiam ter sido evitados com a realização de obras de infraestrutrura em anos anteriores. Ele garante que não permitirá mais a construção de casas em áreas sujeitas a alagamentos. Para a implantação de novos loteamentos a prefeitura exigirá obras como as galerias pluviais e asfalto.
Outras cidades
A chuva do dia 15 atingiu também outras cidades do Norte Pioneiro, mas com danos de menor intensidade. Em Santo Antonio da Platina, por exemplo, seis pontes foram interditadas até que o nível das águas baixasse. Em Wenceslau Braz, a Copel precisou interromper o fornecimento de energia por algumas horas devido à incidência de raios. Também foram afetadas parcialmente com o fornecimento de energia as cidades de Assaí, Cambará, Quatiguá e Santa Mariana.

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Tempo de solidariedade e reconstrução
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