''Sociedade ainda é machista''
Muitas mulheres exercem atividades ainda consideradas como trabalho que deveria ser feito por homens. A prefeita do município de Jataizinho, Teresinha de Fátima Sanchez, acredita que a sociedade brasileira ainda é bastante machista. Ela afirma que, no município e na região, a aceitação da mulher em cargos de administração pública é maior devido à campanha e ao conhecimento que a população tem da candidata. Mas comenta que em níveis estaduais não são todos que reconhecem a mulher.
A sociedade ainda não reconhece que a mulher pode ocupar cargos públicos, por isso, às vezes as pessoas se surpreendem com o fato de encontrarem uma mulher no poder, afirma.
A policial militar Cíntia Cristina Chiarotti, de Santo Antonio da Platina, exerce a profissão há 12 anos. Chiarotti afirma que, apesar de algumas questões na sociedade terem mudado ainda existem preconceitos. Ela afirma que, até o ano passado, por exemplo, os concursos internos realizados na Polícia Militar tinham 70 vagas para homens e apenas cinco para mulheres. Esse ano isso mudou, o número de vagas é igual para ambos os sexos. Isso representa uma conquista para nós, afirma Cíntia. Ela acredita que esse fato já deveria ser assim antes.
Quanto aos atendimentos de ocorrências ela afirma que nunca teve problemas. Segunda Cíntia, as mulheres conseguem conduzir melhor as situações que os homens. Nós conseguimos contornar as situações por meio de conversas.
A delegada de polícia de Cornélio Procópio, Elaine Aparecida Ribeiro, acredita que o tratamento e o respeito nas relações profissionais, sejam internas ou externas, é maior quando trata-se de uma mulher. Ela afirma que nunca teve nenhum tipo de problema ao lidar com o dia-a-dia da delegacia de Polícia, por isso considera que, ao menos na sua profissão, não existem preconceitos.





