Skatistas querem mudar imagem negativa
O skatista tem um jeito diferente de ser. Usa roupas largas, utiliza uma linguagem própria e quando não tem lugar adequado para praticar usa qualquer obstáculo que encontra pela frente. Qualquer escada, latão de lixo, muro baixo ou corrimão é usado como obstáculo a ser ultrapassado, frisa Laranjo.
Para ele, pelo jeito diferente de ser, o skatista é visto como um marginal em potencial. Mas as coisas não são bem assim. Todos os segmentos da sociedade têm seus representantes bons e os ruins. Com o skate não é diferente. Há aqueles que o usam para a prática do esporte e aqueles que utilizam o skate como meio de fuga, dispara.
A média de idade dos praticantes e frequentadores da pista varia de 11 a 30 anos. O ambiente da Relppy Skate Park segue o estilo dos praticantes. As paredes são um mural de grafite (arte que utiliza sprays), o som ambiente é o de preferência dos skatistas, e ainda possui uma lanchonete interna, onde a venda se restringe a refrigerantes, salgadinhos, doces e petiscos.
Para o skatista de Santo Antônio da Platina, Alfeu Neto, 14 anos, a pista fechada dá mais segurança. Tem gente que sai por aí pichando, usando drogas e roubando com um skate debaixo do braço. Mas nós, que realmente praticamos skate como um esporte, nunca fizemos isso.
Alfeu Neto participou de apenas um campeonato ficou entre os 12 melhores, mesmo sem saber nada de skate. Para usar as pistas da Relppy Skate Park é preciso pagar R$ 2,00. O local está aberto das 13h às 21h, de terça-feira a domingo. (M.B.)





