Situação é crítica em Santa Mariana
Santa Mariana - A Prefeitura de Santa Mariana não vislumbra - pelo menos por enquanto - uma solução para resolver o problema do lixo urbano do município, que é considerado um dos piores da região pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
O prefeito Jorge Nunes (PMDB) reconhece que o problema é sério e que foi causado por má administração. Ele diz que o município já teve um aterro sanitário que deveria durar 26 anos, mas como não foram adotadas as técnicas corretas, durou menos de 12 anos e se transformou de novo em um lixão a céu aberto.
Nunes adotou a estratégia de resolver os problemas do município por etapa assim que assumiu a prefeitura de Santa Mariana no começo do ano. A prioridade dele foi reativar o hospital municipal, que hoje funciona em quase sua totalidade e deverá ser repassado a uma empresa em regime de concessão de uso.
Quanto ao lixo, o prefeito diz que tem três alternativas para resolver o problema. A primeira é aproveitar o mesmo espaço onde o lixo é jogado atualmente ou comprar uma área anexa para criar um novo aterro. A segunda é repassar o serviço para a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que já executa o serviço em outros municípios do Estado. E a terceira é participar de um consórcio de municípios. Só que até o momento, Nunes diz que não foi procurado por nenhum outro prefeito para conversar sobre o assunto e nem tomou a iniciativa neste sentido.
A cidade de Santa Mariana produz nove toneladas de lixo por dia e não tem coleta seletiva. Quem se dispõe a separar o lixo, tem que levar os produtos recicláveis até o lixão onde há uma pessoa que recebe o material. O lixão, que é considerado um aterro controlado pelo IAP, fica a cerca de dois quilômetros da cidade.
O secretário municipal de Obras, Wilson Bassi, esteve com a FOLHA no lixão. Ele lamenta as condições da área e lembra que o local foi um aterro sanitário que serviu de modelo para outros municípios do Norte Pioneiro na década de 1990.
Bassi espera que o lixão se transforme de novo em um aterro sanitário e que volte a servir de exemplo. (E.A.)





