Situação deve ser normalizada em dez dias
Cornélio Procópio - Empossado há duas semanas, após a fuga em massa na Cadeia Pública de Cornélio Procópio, o atual chefe de Cadeia da 4ª Região, Adilson Barbosa de Souza, concorda que a falta de efetivo é um problema de "primeira urgência".
Segundo ele, o Departamento de Execuções Penais (Depen) do governo do Estado conhece a situação e está empenhado em resolver o problema. "Acredito que seja solucionado até o fim da próxima semana, no máximo dez dias", afirma.
Segundo ele, a transferência de pessoal tem que obedecer um trâmite burocrático, o que gerou atrasos. "O servidor não muda de cidade tão rapidamente. Mas estamos empenhados em trazer efetivo de outras regiões", garante.
Conforme Barbosa, enquanto o problema não se soluciona, a cadeia tem contado com o apoio das polícia Civil e Militar. "Eles têm nos dado apoio na abertura de celas, escolta, etc. Felizmente estabelecemos uma boa parceria, que tem nos ajudados em casos de emergência."
O chefe informa que não obteve informações sobre verbas para estruturar a cadeia. "Mas já estamos em obras para ampliação do solário e outras modificações, que irão melhorar a segurança dos servidores, graças ao apoio da comunidade. Temos todo o interesse em implantar projetos de ressocialização, como o de leitura, e iremos nos esforçar para que ele vigore o quanto antes."
Para Barbosa, a ajuda da comunidade também é importante. "Sabemos que a verba do Estado é escassa e problemas como esse existem em todo o Paraná. Fazemos tudo que está ao nosso alcance, mas nem sempre conseguimos suprir todas as necessidades imediatamente, por isso o apoio da comunidade é fundamental."
Sobre a transferência dos presos já condenados para penitenciárias, Barbosa explica que a penitenciária de Londrina, que atende quase todas as comarcas da região, teve sua capacidade reduzida após a rebelião ocorrida em outubro de 2015. "Mas eu acredito que assim que as reformas forem concluídas, essa questão será solucionada." (R.P.)





