A Igreja Católica está realizando em Roma, de 30 de setembro a 27 de outubro, o 10º Sínodo, uma instituição permanente, criada pelo Papa Paulo VI, em 1965, para manter vivo o espírito da experiência conciliar. É uma assembléia de bispos e tem por finalidade auxiliar o papa no governo da Igreja, por meio de seu discernimento e conselho. A palavra ''Syn+odos'', de origem grega, significa caminhar juntos.
Os participantes do atual Sínodo com direito a voto são 247 e entre eles estão seis brasileiros: Dom Geraldo Magella, cardeal arcebispo de Salvador; Dom Cláudio Hummes, cardeal arcebispo de São Paulo; Dom Jaime Clemello, presidente da CNBB e bispo de Pelotas (RS); Dom Eusébio Scheid, arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Luciano Mendes de Almeida, arcebispo de Mariana (MG); e Dom David Picão, bispo emérito de Santos.
Os estudos deste Sínodo estão voltados para a missão do bispo, seus desafios e obrigações neste mundo em perene mutação.
O Papa João Paulo II, na abertura deste grande encontro, convidou os bispos e cardeais a avaliarem o modo como vivem, a pobreza, como estão despojados de interesses particulares e imbuídos de uma maior atenção aos mais fracos.
E acrescentou: ''Os bispos são chamados a ser profetas que evidenciam com coragem os pecados sociais ligados ao consumismo, ao edonismo e a uma economia que produz o inaceitável contraste entre o luxo e a miséria''.
Penso que nestas palavras do papa já estejam expressos os frutos deste concílio para toda a Igreja, neste mundo que tanto precisa de Paz.
DOM FERNANDO JOSÉ PENTEADO é arcebispo de Jacarezinho

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