Santo Antônio da Platina - Os principais setores vinculados ao desenvolvimento rural sustentável no Norte Pioneiro movimentam cerca de R$ 34,2 milhões ao ano por meio de, pelo menos, 6,8 mil produtores rurais. Apesar dos números o setor encontra obstáculos na ampliação dos números por causa da dificuldade na obtenção de crédito e diante da falta de capacitação e de infra-estrutura adequada para os produtores.
As conclusões foram obtidas durante o 1º Encontro Regional sobre o Desenvolvimento Rural Sustentável do Norte Pioneiro realizado na última sexta-feira na Escola Municipal Agrícola de Santo Antônio da Platina. O evento reuniu, pelo menos, 80 pessoas, entre técnicos e membros dos conselhos municipais de desenvolvimento rural do norte pioneiro.
A direção da Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) informou que o objetivo do encontro é compor um documento de acordo com o cenário da região. O relatório será discutido por oito membros do encontro e comparado com um esboço elaborado pelo Ministério da Agricultura para a adequação das propostas. O desenvolvimento rural sustentável prevê que o agricultor tenha renda e qualidade de vida por meio do acesso a educação e a saúde. O mecanismo também assegura que o modo de produção seja sustentável para que não explore ou comprometa o meio ambiente.
O documento será encaminhado para um encontro estadual e depois servirá para formulação de um plano nacional durante um debate nacional. O gerente municipal da Emater, em Santo Antônio da Platina, Osvaldo Martins Rodrigues disse que o trabalho foi fundamental porque identificou as reivindicações e propostas do Norte Pioneiro. Ele explica que as discussões foram orientadas por membros dos conselhos municipais e, assim, envolveu toda a comunidade ''Vamos fortalecer o setor'', disse.
O gerente regional adjunto da Emater, Sidney Barros Monteiro, disse que a burocracia na obtenção de crédito, ausência de capacitação dos produtores e a precária infra-estrutura da região comprometem todo o processo de desenvolvimento rural sustentável da região. No caso do crédito ele afirmou que os produtores têm dificuldade de obter dinheiro junto às instituições financeiras para custeio e investimentos. Segundo Monteiro, as instituições exigem garantias, inclusive pré-contratos de compra da produção, para liberar os recursos.

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