Maringá – O presidente da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), Miguel Rubens Tranin, discorda do chefe do escritório regional do IAP em Cornélio Procópio, Devanil José Bonni. Segundo ele, as usinas paranaenses apresentam o cronograma das queimadas ao IAP, de acordo com a legislação. Tranin admite que a única exceção é uma haver uma queimada "acidental".
O dirigente da Alcopar garante que o Paraná já reduziu em cerca de 40% as queimadas em áreas mecanizadas, o que corresponde ao dobro do percentual previsto para 2015. Se for mantido o ritmo, ele acredita que o fim das queimadas poderá ser antecipado no Paraná, apesar de admitir que o Estado possui alguma limitações como as características do solo, tamanho das propriedades e o relevo do Estado, que impediria a implantação da colheita mecanizada em algumas áreas. A mudança de sistema, para ele, demoraria pelo menos seis anos. Por isso, garante que o Paraná não está atrasado em relação ao cumprimento da legislação ambiental.
Essa antecipação já é realidade no vizinho Estado de São Paulo, que ocupa o primeiro lugar na produção nacional da cana-de-açúcar e já possui praticamente toda as lavouras com colheita mecanizada (ver matéria na página 2).
Tranin destaca que o Paraná adotou o Protocolo Ambiental do Setor Sucroenergético, em vigor no Estado vizinho, o que serviu de base para a legislação que estabelece os prazos para a implantação gradativa da mecanização até o ano de 2025. Ele informa que o Estado já adotou a colheita mecanizada em quase 50% das lavouras, lembrando que a estimativa legal é de apenas 20% para 2015 e de 60% para 2020. Assim, ele garante que o Paraná vai cumprir os prazos estabelecidos em lei para acabar esse procedimento pré-colheita. A Alcopar também estuda a possibilidade de adotar uma tecnologia que transforme a palha em etanol ou na geração de bioenergia.

Números
O Paraná é o quarto maior produtor de cana-de-açúcar do País. A cultura está concentrada apenas nas regiões Norte e Noroeste em função do clima. O Estado tem 30 usinas de álcool, seis delas ficam no Norte Pioneiro.
Na safra passada, as usinas paranaenses moeram 42 milhões de toneladas de cana, com produção de 3 milhões de toneladas de açúcar e 1,5 bilhão de litros de álcool. (E.A.)

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