Para o secretário Luiz Claudio Romanelli são necessárias outras medidas para a transição do processo produtivo e de industrialização da cana-de-açúcar. Ele destacou os princípios de prevenção e de desenvolvimento sustentável, previstos na Constituição Federal (art. 225) e na Lei de Políticas do Meio Ambiente (Lei nºá 6.938/1981).
Outra preocupação do governo é com o aumento da poluição atmosférica causada pelas queimadas dos canaviais antes da colheita e o reflexos negativos que causam sobre a sociedade, a economia e a recuperação da qualidade do ar. ''Existe um compromisso nacional para aperfeiçoamento das condições de trabalho na cana-de-açúcar, assinado por lideranças do país valorizando e disseminando práticas empresariais exemplares'', lembra Romanelli.
A justificativa do projeto aponta a resolução da Secretaria de Meio Ambiente, que estabelece condições para a despalha da cana de açúcar e sua gradativa eliminação pela queima, de setembro de 2008, terá que ser cumprida até 31 de dezembro de 2015. Até lá, o Estado terá de promover a recondução profissional dos atuais trabalhadores no plantio e no corte de cana. ''O Paraná produz cerca de 54 milhões de toneladas por ano e é o terceiro Estado brasileiro na produção de cana-de-açúcar, o que representa 10 por cento de toda a produção nacional'', cita o secretário.
Os números da cultura são importantes para a economia do Paraná, continua Romanelli, mas exige ações que conciliem os reflexos da mecanização, ''permitindo que os trabalhadores tenham ocupação profissional, com registro em carteira e uma vida digna''. O grupo, garante o secretário, vai encontrar soluções que permitam resgatar a dignidade destes trabalhadores, como a colocação em postos de trabalhos. (M.A.B.)

mockup