Serafim Meneghel: mão de obra é escassa
O empresário Serafim Meneghel, que durante mais de 30 anos presidiu a Usiban - Açúcar e Álcool Bandeirantes, admite que já existe falta de mão de obra no corte de cana na região. Nos últimos anos, as usinas da região tiveram que importar cortadores de outros municípios e de até outros estados. Meneghel, que adquiriu quatro colhedeiras para o corte de cana nesta safra, destaca que o setor continua oferecendo postos de trabalho. As máquinas precisam de trabalhadores para operá-las e a necessidade desses profissionais vem aumentando a cada dia. Em seus cálculos, a movimentação de uma colhedeira de cana envolve 13 pessoas em três turnos de trabalho. São mais de 30 pessoas que vão sobreviver desse serviço. As demais vão para usinas que ainda não possuem máquinas.
Meneghel cita que Bandeirantes está se tornando um centro verde na produção de hortaliças. Assim, mais uma parcela de trabalhadores está se transferindo para a atividade. Temos propriedades com 40, 100, 200 estufas de verduras e cada uma é operada por no mínimo 2 pessoas, então são 400 pessoas por dia que vão para este setor. Temos que acompanhar a evolução do mundo, como evoluem os outros países que também investem no setor sucroalcooleiro, conclui o empresário.
Embora afastado da presidência da Usina, Serafim Meneghel é hoje o maior fornecedor de cana para a indústria. Ele confirmou o investimento de R$ 8,5 milhões na aquisição de quatro máquinas e 16 tratores adaptados para a colheita mecanizada. (M.A.B.)





