Sentinela monitora gripe em Jacarezinho
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terça-feira, 07 de junho de 2016
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 
Jacarezinho - Influenza, influenza A, influenza B, H1N1. Os tipos de vírus da gripe são variados e, para identificar essa "sopa de letrinha", o Brasil conta com as unidades do Sistema de Vigilância Sentinela de Influenza, que coletam amostras para análise o ano inteiro.
Os resultados são encaminhados ao Ministério da Saúde e à Organização Mundial de Saúde. A partir desses dados é possível definir qual tipo de vírus da gripe está circulando nas regiões brasileiras e traçar as políticas de enfrentamento para o ano seguinte.
No Paraná, são 23 unidades, uma delas em Jacarezinho, no Norte Pioneiro. A unidade Sentinela faz cinco coletas semanais de pacientes ambulatoriais que apresentam sintomas de gripe. As amostras são encaminhadas para o Laboratório Central de Paraná (Lacen). "Essas coletas são importantes para entendermos o comportamento do influenza e contribuir para a vacina no ano seguinte. Assim sabemos qual cepa do vírus está circulando no Estado", explica Júlia Cordellini, chefe do Centro de Epidemiologia da Secretaria Estadual de Saúde.
De acordo com o boletim epidemiológico da influenza, divulgado em maio, dos 283 casos de síndrome gripal por influenza identificados pelas unidades sentinelas este ano, 90,5% eram de H1N1.
Em Jacarezinho, 23 amostras coletadas desde o começo do ano deram positivo para o H1N1. De acordo com a diretora da Vigilância Epidemiológica de Jacarezinho, Suelene Francisco de Oliveira, o número de casos de pacientes com sintomas da gripe vem aumentando. Só na semana passada, foram distribuídas 118 cartelas do medicamento tamiflu. O município está com 293 casos suspeitos de H1N1.
Apesar da maioria dos casos suspeitos ser de pessoas fora da população-alvo da campanha de vacinação contra a gripe, a Vigilância Epidemiológica continua trabalhando na busca ativa daqueles que não foram vacinados.
O foco é imunizar crianças de seis meses a cinco anos e gestantes. "Temos um saldo ainda para vacinar e estamos utilizando as redes sociais e rádios para identificar essas pessoas que ainda não foram imunizadas", comenta a diretora. Segundo ela, um dos casos confirmados de H1N1 é de uma criança de três anos, que não foi imunizada.
O Estado imunizou apenas 73% das gestantes durante a campanha de vacinação conta a gripe em maio. A meta era atingir 80% das gestantes. A chefe do Centro de Epidemiologia ressalta a importância da imunização das pessoas dos grupos de risco: crianças, idosos, gestantes, pacientes com comorbidades, mulheres que deram a luz a menos de 45 dias.
"Agora é um momento de alerta. As pessoas devem procurar atendimento médico sempre que tiverem um começo de resfriado com febre alta, dificuldade respiratória e mal-estar intenso", aconselha.


