A primeira ação do programa foi um seminário que reuniu mais de 800 moradores. ''Com as reuniões do Fórum, a comunidade em geral despertou para a questão da educação. Depois do planejamento, onde foram apontadas algumas falhas no nosso sistema de ensino, pais e professores estão mais envolvidos com o assunto'', explica Edson Delsoto, membro do Fórum.
Segundo Delsoto, o Fórum de Desenvolvimento está trabalhando em algumas ações que irão ser implantadas na cidade. A partir de 2002, será implantado nas escolas o Termo de Responsabilidade. ''Nesse ano estamos trabalhando o planejamento, a motivação e a conscientização para educação. Um exemplo é o Termo de Responsabilidade que será apresentado aos pais na hora da matrícula. O documento trará direitos e deveres de pais, alunos e professores com o objetivo de oferecer mais conhecimento sobre a vida estudantil dos alunos'', explica.
Outra ação que está sendo desenvolvida pelo Fórum é o uso de uniformes nas escolas e a aplicação de oficinas de aprendizagem com aproveitamento de materiais recicláveis. ''Além de conhecimento, as oficinas poderão transformar em renda alguns trabalhos realizados pelos alunos, desenvolvendo também o espírito empreendedor nesses jovens. Já temos essa atividade num colégio e pretendemos estender para outras escolas da cidade'', afirma a professora e integrante do Fórum, Carmelinda Vera de Rezende Vieira.
Outra característica de Salto do Itararé é que o município possui cerca de 50% dos estudantes na zona rural o que colabora, muitas vezes, para a evasão dos alunos. Para isso, a população tem buscado motivar os jovens que trabalham no campo, levando educação e conhecimento sobre técnicas de agricultura orgânica que podem ensinar aos pais no dia-a-dia de trabalho.
''Hoje, a mentalidade está diferente e é visível a participação da comunidade. Ela está percebendo que se não tiver educação, o município fica estagnado sem crescimento nem desenvolvimento. É horrível ver nossas crianças estudarem fora com professores tão qualificados dentro da nossa cidade. Estamos sentindo que essa situação pode e vai mudar'', afirma Maria Luiza de Carvalho Delsoto, professora há mais de 25 anos em Salto do Itararé.

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