Miyoshi Matsuda fundou a 1ª Associação dos Moços da Seicho-No-Ie no Brasil há 70 anos, presumindo-se que tenha sido, por extensão, a célula inicial dessa filosofia na América Latina. Teve lugar na gleba Amora Preta, em Ibaiti, então isolada e por desbravar, aonde Mitsuru Takahashi passou a frequentar a Academia de Treinamento Espiritual de Jovens, instituída em 1946, objetivo seguinte dos irmãos Daijiro e Miyoshi Matsuda.
''Acho que o único que ficou sou eu'', supõe Mitsuru, o conhecidíssimo ''Paulinho'' do bazar, aos 77 anos. Seu amigo Sinojo (''Odilon'') Hassunuma, antes a memória mais longeva da Seicho-No-Ie em Ibaiti, morreu em 2011, aos 92 anos.
Paulinho e Odilon, personalidades do 14ª Seminário de Gratidão aos Pioneiros da Seicho-No-Ie, dia 24 próximo, em Amora Preta. É onde está o marco referente a 11 de fevereiro de 1942, quando o ''professor Miyoshi Matsuda fundou aqui a 1ª Associação dos Moços da Seicho-No-Ie do Brasil''. Evoca, a seguir, a formação de líderes a partir de 1946: ''a Academia outrora (...) neste local constituiu a base do movimento de iluminação do Brasil e ficará imortalizada nas páginas da história da Seicho-No-Ie. Lembrando ainda que, na época, houve valiosa colaboração das vinte e poucas famílias adeptas aqui residentes.''
Atualmente a área pertence à Fazenda Fortaleza Velha, da família Gonçalves, e o memorial, construído em 1981, ficou abandonado por algum tempo, motivo para que fosse declarado Patrimônio Público Municipal em 1997, por iniciativa dos então vereadores Gilmar Cândido e Luiz Carlos dos Santos.
Fundada em 1930 no Japão, por Masaharu Taniguchi, a Seicho-No-Ie (''Lar do progredir infinito'', em tradução livre) ''prega que o ser humano é filho de Deus, que o mundo da matéria é projeção da mente e, também, revela qual é a nossa verdadeira natureza'', consta entre suas definições. ''É uma filosofia que transcende o sectarismo religioso, pois acredita que todas as religiões são luzes de salvação que emanam de um único Deus.''
Miyoshi Matsuda a conheceu quando já estava no Brasil, por intermédio de um imigrante que trouxera livros de Taniguchi. Atualmente, a Seicho-No-Ie tem 4.500 pontos de reuniões no Brasil, estimando-se 130 mil frequentadores regulares. No Paraná, o Dia da Seicho-No-Ie é 22 de novembro, conforme lei estadual; e em São Paulo, 15 de agosto, por lei municipal.

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