Seab vai vacinar 580 mil cabeças de gado na região
Cerca de 580 mil cabeças de gado, entre búfalos e bovinos, devem ser vacinados durante a campanha de vacinação contra a febre aftosa na região. A informação é da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) de Jacarezinho. O objetivo é imunizar 100% do rebanho regional. De acordo com dados do núcleo regional da Seab, a região apresenta um dos maiores índices de vacinação do Estado. A expectativa é de que em 15 dias todo a região esteja imunizada.
Segundo a Seab, Quatiguá e Ribeirão Claro detêm os maiores índices de vacinação do Paraná. Nestes municípios a porcentagem de animais vacinados oscila entre 98% a 99%. O último registro de caso de aftosa na região foi identificado no início dos anos 90, em Sengés. Na ocasião foram abatidas 500 cabeças de gado para conter o avanço da doença no município. A transmissão da doença foi causada pela contaminação com gado clandestino.
A campanha de vacinação começou na última quarta-feira. De acordo com o chefe da regional da Seab, Fernando Emanuel Vieira, o processo de vacinação deve ser tranquilo. Ele ressalta que o pecuaristas estão conscientes da importância da vacinação. Os técnicos da Seab tinham problemas para acompanhar a vacinação, mas atualmente o empenho esta generalizado, disse.
Segundo Vieira, o controle da aftosa é fundamental para a ampliação da comercialização e exportação da carne brasileira. Vieira explica que esta virose tem uma disseminação rápida e se alastra com facilidade, por isso o controle da doença serve como um índice para a comunidade internacional. O controle funciona como uma referência sobre a eficácia dos mecanismos de vigilância sanitária adotados pelo Estado ou País.
O controle do trânsito de animais é feito através das unidades de fiscalização da Seab, Polícia Rodoviária e Receita Estadual. A intensificação das campanhas e a imediata notificação ao órgão competente, em caso, de constatação da doença são algumas medidas de controle implementada pelo Seab na região para impedir a contaminação do Estado. Todas as iniciativas são importantes porque foram identificados muitos casos da doenças em países vizinhos, declarou. Ele explica que o principal foco de contaminação é o contrabando de animais. Na maioria das vezes o gado clandestino é responsável pela transmissão.
Vieira lembra que os pecuaristas que tiverem dificuldades durante o processo de vacinação podem procurar a Seab porque a Vigilância deve acompanhar a vacinação em toda a região. Caso tenham poucas cabeças de gado, a sugestão da Seab é que os pecuaristas se reunam com outros pecuaristas para facilitar a aquisição da vacina.
A novidade da campanha de vacinação em relação aos anos anteriores é a cobrança de uma contribuição de R$ 0,25 por animal, proposta no ato da compra pelo governo do Estado para a ampliação do Fundo de Saúde Animal. A medida provocou polêmica entre os produtores, mas de acordo com a Seab os recursos serão encaminhados para o Fundo de Desenvolvimento da Pecuária (Fundepec), administrado pela Faep e Ocepar.
A expectativa do Seab é de que em 2002 o fundo chegue a R$ 9 milhões. Os recursos serão empregados como indenização aos produtores em caso de identificação de focos de aftosa. Vieira lembra que a localização de focos da doença compromete o rebanho em uma área de cinco quilômetros. O prejuízo é muito grande, temos que nos precaver para permitir a recuperação do pecuarista prejudicado. Ele também ressalta que o fundo é uma exigência de organismos internacionais para a emissão de certificação em relação a áreas livres.
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