São Paulo - O Estado de São Paulo conseguiu reduzir em sete anos o prazo para acabar com as queimadas nas lavouras de cana-de-açúcar. O acordo, nominado como Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, foi assinado em 2007 entre o governo estadual e a União das Indústrias de Cana-de-açúcar (Unica).
O prazo foi antecipado de 2021 para a safra 2014/2015 nas áreas onde já era possível a colheita mecanizada e de 2031 para a safra 2017/2018 nas áreas com inclinação superior a 12 graus, onde não existe tecnologia adequada para a mecanização.
O acordo pioneiro no Brasil contou com a adesão de 29 associações de fornecedores que representam mais de 90% da produção paulista de cana-de-açúcar. A colheita de cana sem queima deverá ultrapassar 90% ate o final deste ano, segundo estimativas de dirigentes da Unica. A entidade informa que a colheita já é realizada por máquinas em praticamente 100% dos canaviais controlados pelas usinas daquele Estado.
O diretor jurídico da Unica, Francesco Giannetti, afirma que a colheita sem as queimadas representa um importante reforço aos benefícios ambientais e sociais de toda a produção e consumo de etanol, da bioenergia e de outros produtos que tem a cana-de-açúcar como matéria-prima. "Além de gerar mais qualidade de vida, é uma contribuição para as metas brasileiras de redução de gases de efeito estufa, que já acumulam relevante contribuição a partir do uso do etanol em substituição à gasolina", afirma.
A assinatura do protocolo faz parte de um projeto para o desenvolvimento de ações que estimulem a sustentabilidade na cadeia produtiva de açúcar, etanol e bioenergia. Outros assuntos tratados no acordo são a conservação de solo e de recursos hídricos, a proteção de matas ciliares e a recuperação de nascentes. (E.A.)

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