Na his­tó­ria da Com­pa­nhia de Ter­ras Nor­te do Pa­ra­ná, a co­lo­ni­za­ção do Nor­te No­vo foi de­ci­di­da em 1924, por ­Lord Lo­vat. Mas, em 1982, Be­ne­di­to Ro­dri­gues dos San­tos, o sr. Be­ne­di­to Me­câ­ni­co, dis­se ter par­ti­ci­pa­do de uma ex­pe­di­ção em 1922, que fin­cou o mar­co cen­tral da fu­tu­ra ci­da­de de Lon­dri­na. ‘‘Per­to da fi­guei­ra gran­de, no bos­que, es­tá en­ter­ra­da uma gar­ra­fa de cham­pa­nhe com ­documentos’’, afir­mou San­tos, aos 79 ­anos (Fo­lha de Lon­dri­na, 4/2/82).
  San­tos re­la­tou que ti­nha um ano de ida­de quan­do a fa­mí­lia, pro­ce­den­te de Ba­gé (RS), che­gou ao Es­ta­do de São Pau­lo e a se­guir mu­dou-se pa­ra San­to An­tô­nio da Pla­ti­na. Já ra­paz, foi tra­ba­lhar com in­gle­ses em Cha­van­tes (SP), na pro­du­ção de al­fa­fa, e en­tão foi in­te­gra­do ao gru­po que fez a de­mar­ca­ção em Lon­dri­na, che­fia­do pe­lo ge­ne­ral in­glês Geor­ge ­Rosch, acom­pa­nha­do por J. W. Guin­do, W. Thomp­son, os ir­mãos Ro­land e Wil­lie Da­vids e pes­soal téc­ni­co.
  Foi mes­mo em 1922, res­pon­deu San­tos, por­que em 1924 ele se alis­tou na re­vo­lu­ção e en­tra­ria tam­bém na de 30, ‘‘sem­pre fui con­tra o ­governo’’. Mas os in­gle­ses per­cor­riam a re­gião des­de 1919, afir­mou. De­pois da ex­pe­di­ção ao lu­gar de Lon­dri­na, po­de­ria ter se­gui­do pa­ra a Áfri­ca com o pes­soal téc­ni­co, que o con­vi­dou; mas de­sis­tiu quan­do che­ga­ram ao por­to de San­tos. ­Mais tar­de, tra­ba­lhou na aber­tu­ra da es­tra­da de ro­da­gem de Cam­ba­rá-Ja­tahy. (W.S.)

mockup