Santo Antônio da Platina, 97 anos de avanços
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Marcos André de Brito <br> Especial para a FOLHA 
Santo Antônio da Platina - ''Enquanto a maioria dos municípios da região apresenta uma tímida reação de crescimento, Santo Antônio alcançou nos últimos dez anos, um aumento expressivo de população e de atividade industrial e comercial''. A opinião é do chefe de gabinete da prefeitura, o ex-ministro de Comunicações Joel Marciano Rauber. E ele tem razão. Recentemente, a Copel, por meio do seu escritório regional, confirmou que houve um aumento de 4,9% no consumo de energia, somente no primeiro semestre deste ano, quando a média no estado foi de 4%.
Outro dado que também chama a atenção, é que a população, segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), saltou de 39.943, em 2000 para 42.688, em 2010. Para completar esta sequência de índices de crescimento, a cidade possui mais de 19.700 mil veículos cadastrados no Detran, o que equivale que, a cada dois platinenses, pelo menos um tem um carro. O Chefe da Ciretran Jefferson de Oliveira confirma que em média 250 novos emplacamentos são registrados pelo órgão mensalmente.
Com a construção e ampliação do Hospital Regional, Santo Antônio da Platina também se transformou em municipio polo de saúde no Norte Pioneiro, concentrando número expressivo de clínicas, consultórios e dois hospitais de referência. O comércio forte incentivou que lojas e magazines de grandes centros abrissem filiais na cidade. A tendência de crescimento, conforme Joel Rauber deve continuar nos próximos anos. O Plano Diretor, os programas e projetos previstos acompanham o crescimento da população, da indústria e do comércio. ''Este crescimento acentuado tem um preço e nós estamos dispostos a pagar, com um trabalho técnico capaz de suportar todas as adversidades que o desenvolvimento provoca, como em alguns casos, o aumento da pobreza e a falta de acompanhamento da infraestrutura necessária para isto'', observa o chefe de gabinete.
Consumo crescente
Para o gerente Regional da Copel, Edison Bandeira, o aumento do consumo de energia elétrica registrado neste primeiro semestre, de 4,9%, revela que houve um aquecimento da economia na cidade, impulsionada pelo aumento da atividade industrial e pelo aumento da população. Ele atribui o crescimento no consumo a interação entre a indústria e a população. Nos últimos anos, várias indústrias instalaram-se no município e, com isso, a migração de trabalhadores que hoje vive na área urbana do municipio é bem maior do que há 10 anos. ''Se formos analisar a média de consumo no Estado, que ficou em 4%, no mesmo período, Santo Antonio da Platina superou todas as expectativas'', afirma.
Joel Rauber cita a instalação de uma indústria de chicotes de veículos, a Yasaki do Brasil, que absorve uma grande quantidade de energia e emprega mais de mil funcionários em suas unidades. Administrado pela prefeita Maria Ana Pombo (PT), o município foi contemplado por obras do governo Federal e constrói unidades habitacionais pelo programa Minha Casa, Minha Vida e outros projetos do PAC I. ''Hoje apenas a demanda habitacional gira em torno de 800 novas moradias, mas a tendência é aumentar. Por isso estamos reivindicando junto a Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná), a construção de mais casas populares na cidade'', informa Joel Rauber.


