A Santa Casa de Misericórdia de Joaquim Távora, de propriedade da Irmandade Vicentina, está sob intervenção da administração municipal. O prefeito Tarcizo Messias dos Santos (PSDB) decretou a intervenção e designou uma comissão para fazer o inventário do todo o equipamento e das instalações físicas do prédio.

A expectativa é que o atendimento emergencial do setor ambulatorial seja reaberto ainda este ano. A Santa Casa paralisou suas atividades em agosto e está sob intervenção desde 11 de outubro.

O mandado de segurança ajuizado pelo Conselho Metropolitano Vicentino, em Curitiba, responsável pela Sociedade São Vicente de Paula no Paraná, para impedir a intervenção municipal foi indefirido no dia 25 de novembro pela Justiça, sem o julgamento de mérito, porque, de acordo com a sentença, não havia a comprovação dos fatos alegados pelo Conselho Metropolitano.

As atividades estão paralisadas desde o início de agosto por causa de um desentendimento entre a Irmandade Vicentina e a prefeitura sobre o modelo de gerenciamento da Santa Casa. As divergências se intensificaram este ano, com a interdição pela 19º Regional de Saúde de Jacarezinho, do aparelho de radioscopia e da sala de parto. No início deste ano, a Irmandade Vicentina passou o gerenciamento da Santa Casa para a Gerência Hospitalar e de Serviços do Paraná (Gerhospar).

Em agosto, seis meses depois de iniciar as operações, a Gerhospar interrompeu o atendimento. A direção da empresa, em Joaquim Távora, informou que a medida foi tomada por causa de falta de repasses, pela prefeitura, de Autorizações de Internamento Hospitalar (AIHs) liberado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na época, a prefeitura informou que não foram feitos investimentos por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os pacientes estão sendo encaminhados para o hospital de Guatiguá. A dona de casa Ana Maria Ferreira Depizol disse que a situação tem incomodado a população. ''Os moradores estão indo para o hospital de Quatiguá, que é o mais próximo. Isto atrapalha bastante, especialmente em casos de urgência'', lamenta.

''Isso está causando muitos transtornos. Moro em Joaquim Távora há 30 anos e isso nunca tinha acontecido'', lamentou a dona de casa Sirlei da Silva. (Colaborou Ana Paula Machia/Especial para a Folha)

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