A automação permitiu ainda significativo avanço na questão ambiental. Conforme o gerente da destilaria, Lázaro de La Roque Meneghel, nas inúmeras fases de produção podem ocorrer problemas de natureza humana com consequências desastrosas para o meio ambiente. No caso da Usiban, alguns produtos como enxofre, soda cáustica e vinhoto são manuseados por pessoas e podem ser causa de acidentes ambientais. Com a automação, os riscos de agressão ao meio ambiente diminuiram consideravelmente.

Um exemplo recente foi a diminuição da emissão de fuligem das caldeiras. A fuligem, partículas não queimadas de cana, são emitidas pelas chaminés e atingia a cidade, provocando revolta na população e processos judiciais aplicados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

A safra deste ano deve ser encerrada na próxima semana, e pela primeira vez na história da Usina, não houve reclamação da população. ''As caldeiras trabalham atualmente em função do processo de automação. Elas se corrigem, caso haja qualquer problema de ordem técnica. A máquina prevê todos os detalhes e permite o controle efetivo de todo o processo'', explicou Meneghel. Para a próxima safra, todo o sistema de caldeiras da Usiban estará automatizado e a emissão de fuligem será zerada.

Os tanques de decantação também são monitorados pelo sistema de automação, permitindo que os rios da região, antes atingidos por grandes quantidades de vinhoto e que provocava a mortandade de peixes e poluição, passam a ter mais segurança. O único inconveniente na produção de açúcar e álcool na Usiban é o bagaço proveniente das queimadas nos canaviais. O assunto, conforme Meneghel, está em discussão no País e o caminho será o corte sem a queima, processo que depende de sistemas de adequação, que a Usiban e outras usinas do Paraná estão estudando para viabilizar sua implantação. (M.A.B.)

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