Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), 94 municípios apresentam risco de epidemia de dengue em todo o Paraná. A informação foi obtida utilizando o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypt (LIRAs) e o Levantamento de Índice amostral (LIA).
Segundo a secretaria, os três sorotipos de dengue já circularam no Paraná e o quarto sorotipo circula em estados vizinhos, o que aumenta a preocupação.
Este ano a pasta enviou às regionais de saúde e aos municípios 250 mil cartazes e 2 milhões de folhetos com a campanha ''Não crie mosquito em casa! Deixe o agente entrar e mantenha a sua casa livre da dengue''. O tema foi escolhido porque 95% dos criadouros estão nas residências, sendo que aproximadamente 50% se desenvolvem no lixo reciclável.
No ano passado a região da 19 Regional de Saúde de Jacarezinho foi uma das que apresentou epidemia de dengue com 4.669 casos confirmados. Este ano, de 129 notificações foram confirmadas 13 pessoas com a doença. O chefe do órgão, Antônio Carlos Setti, destacou que municípios maiores diluem os seus resultados entre os diversos bairros e escondem bolsões com níveis acima do tolerável e representam mais perigo do que o de municípios pequenos, cujos índices refletem fielmente o que é registrado'', destacou.
Lei de Responsabilidade
Uma preocupação da Sesa está relacionada à manutenção dos agentes de endemias, já que eles são funcionários temporários na maioria dos municípios e podem ser dispensados para evitar o estouro do orçamento. Isso pode implicar no enquadramento dos prefeitos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O secretário da Saúde, Michele Caputo Neto encaminhou um ofício aos prefeitos ressaltando a importância da manutenção desses agentes, pois a interrupção do trabalho pode comprometer as ações de prevenção, aumentando o risco de uma epidemia no Estado. (V.O.)

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