De acordo com o chefe da Controladoria Regional da União no Paraná (CGU), Moacir Rodrigues de Oliveira, o caso da UTFPR está sendo acompanhado detalhadamente, inclusive por meio de reuniões frequentes com representantes da auditoria interna.
"Estamos averiguando todos os relatórios recebidos até agora e podemos aprofundar as investigações a partir de outras ferramentas legais no decorrer do processo. Não há um prazo pré-definido para a conclusão dos trabalhos, mas estamos acompanhando atentamente o que está sendo feito, prevendo até mesmo a abertura de novos processos administrativos disciplinares", adiantou.
Sobre a demora em se iniciar as auditorias internas por parte da reitoria da UTFPR, Oliveira foi taxativo: "Além de apurar os fatos, temos que verificar a responsabilidade de quem cometeu as infrações. Isso é fundamental e não se justifica a demora em dar início às auditorias internas. É obrigação de todo gestor público tomar providências imediatamente, assim que souber do indício de alguma irregularidade. Isso está previsto na Lei 8.112/90, que rege o Estatuto do Servidor Público", ressalta. Em 2013, Oliveira esteve à frente da "Operação Sinapse", juntamente com o juiz federal Sérgio Moro, que comprovou irregularidades administrativas no Instituto Federal do Paraná (ITFPR), com processos administrativos disciplinares e ação judicial ainda em andamento.
Conforme informações da Procuradoria da República em Londrina, há um inquérito civil instaurado envolvendo a UTFPR-CP desde 14 de maio de 2015, sob o comando do procurador da República Luiz Antonio Ximenes Cibin. O prazo para conclusão é de um ano, sendo possível ser prorrogado. A assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual do Paraná informou que nenhuma denúncia foi formalizada no órgão até o momento. (A.N.P.)

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