Responsável atualmente pela elaboração de 45 planos municipais de saneamento básico no Paraná, sendo 13 deles em convênio com a Funasa, o diretor da empresa londrinense DRZ Geotecnologia e Consultoria, Agostinho de Rezende, informa que há mais de um ano o repasse de recursos da segunda parcela de investimentos por parte da Funasa está paralisado, o que acabou comprometendo a agilidade dos processos dos municípios que optaram pelo convênio. "Isso trava todo o trabalho e o não cumprimento do novo prazo estipulado pelo Governo Federal também tem a ver com isso, não sendo correto jogar toda a responsabilidade nos municípios", ressalta. "No caso dos municípios que optaram por usar recursos próprios, o cronograma de atividades está ocorrendo dentro da normalidade, com a maioria em fase de conclusão e prestes a ser aprovado por suas respectivas câmaras municipais", complementa. Além da falta de repasse de recursos, Rezende aponta demora na avaliação dos projetos apresentados. Segundo ele, o município de Ivaté está há um ano e meio aguardando parecer da Funasa.
Ainda de acordo com ele, o aspecto mais desafiador na elaboração do plano, independente do tamanho do município, é com relação à drenagem de águas pluviais urbanas por sua complexidade e alto custo. "O Brasil não tem muita tradição em discutir esse fator e ele é fundamental, assim como a sua gestão, para a eficiência do sistema de saneamento. Uma drenagem adequada pode evitar alagamentos, enchentes e a deterioração dos recursos hídricos", destaca.
Em atividade desde 2002, a empresa também atua em nível nacional, tendo concluído 70 planos municipais de saneamento até agora. Hoje, a empresa está executando 90 planos em todo o Brasil (incluindo os 45 no Paraná). Em 2009, foi também responsável pela elaboração do plano municipal de saneamento básico de Londrina, cuja revisão de metas foi efetuado recentemente e aguarda aprovação da Câmara Municipal. A elaboração dos planos envolve o trabalho de uma equipe multidisciplinar composta por engenheiros, arquitetos, economistas, sociólogos, pedagogos, biólogos, contadores, advogados, além de especialistas em geotecnologia.
A reportagem tentou contato com a Superintendência Estadual da Funasa, em Curitiba, para checar se há prazo para regularizar a situação, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição. (A.P.N.)

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