Renda fixa melhora vida de catadores
Além de resolver a situação do lixo de Abatiá, a Associação dos Catadores de Reciclável está se tornando uma opção de emprego para trabalhadores rurais. A maioria dos associados é composta de pessoas que abandonaram as lavouras de cana e café em busca de um salário fixo no final do mês. Para beneficiar o maior número de famílias, a ACR procura não empregar parentes de cooperados.
Élcio Lima é um dos exemplos de trabalhadores que trocaram a roça pela coleta seletiva de lixo. Ele está há oito meses na entidade e conta que a dependência de serviços diários parta garantir a renda da família o motivou a buscar outra alternativa de trabalho. ''Quando fazia serviços rurais às vezes chegava o final do mês e eu não tinha como pagar o mercado e hoje eu tenho meu dinheiro'', diz o catador que tem esposa e um filho.
Erualdo Pitoli que está há um ano na associação também emociona-se ao lembrar das noites de sono perdidas com a preocupação do que colocar na mesa da família no dia seguinte. ''Não tem nada pior para um pai do que ver seu filho pedir algo e você ter que negar por não ter dinheiro. Agora isso mudou e devo muito a associação'', afirma.
Os catadores destacam também o companherismo existente entre os cooperados. ''Antes no meu trabalho eu era sozinho, agora sei que tenho com quem contar'', destaca Lima. ''Todo mundo aqui se ajuda às vezes dá um adiantamento ou faz um vale para a gente comprar o que precisa'', conta Pitoli. (V.F.)





