Santo Antônio da Platina – A presidente da Comissão de Estabelecimentos Prisionais da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Paraná (OAB-PR), Lúcia Beloni, ressaltou que as reivindicações da comunidade devem ser ouvidas. Para Lúcia, o assunto deve ser discutido em uma reunião que envolva representantes da sociedade, prefeito, juiz da comarca, autoridades policiais. "É uma decisão que não pode ser imposta. Se o prédio não comporta uma prisão, então não deve ser usado para esta finalidade", disse.
Segunda ela, o investimento alto em reforma do prédio com capacidade pequena não se justifica se a carceragem tornar a receber uma centena de detentos. "Queremos que se respeite o mínimo. Gastar dinheiro para retornar aos mesmos erros é inconcebível. Uma nova rebelião pode ocorrer, com consequências ainda piores", analisou. "Os moradores têm o direito de não querer uma cadeia no centro da cidade, assim como os presos têm o direito de condições humanitárias, sem que haja superlotação", completou.
A OAB defende a retirada de presos de delegacias e abertura de novas vagas em estabelecimentos prisionais. Uma frente formada por autoridades políticas e comunitárias reivindica a instalação de uma unidade prisional em Jacarezinho, cidade vizinha e sede da 12ª Subdivisão Policial, mas em mais de dois anos de estudos, inclusive com sondagens de terrenos, o plano não saiu do papel. (C.F.)

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