Jacarezinho - O reitor em exercício da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), professor Rinaldo Bernardelli Junior, rebate as declarações da diretora do campus da instituição em Cornélio Procópio, professora Fátima da Cruz Padoan. Ele diz que não está protelando o processo eleitoral e que a indefinição não está causando "instabilidade administrativa".
Bernardelli explica que recorreu à Procuradoria Geral do Estado (PGE) por ser a instância de governo qualificada para resolver o assunto, diz que aguarda uma definição "o mais rápido possível" e que não vai fugir dos "princípios legais" para solucionar o problema.
De acordo com o professor, a diretora do campus de Cornélio Procópio, por ser candidata à sucessão, está "desesperada" para que haja eleição com urgência.

Como está a sucessão (para o cargo de reitor) na universidade?
Por enquanto, nós não temos nada de concreto. É certo que haverá eleição para reitor este ano. A data da eleição nós ainda não temos definida e tampouco se eu permaneço como reitor até a eleição para reitor e vice de uma vez, ou se faz uma eleição agora e em agosto se faz outra. Então, nós estamos indefinidos ainda.

Essa definição está dependendo do quê?
Está dependendo de uma orientação que nós estamos aguardando a uma consulta que fizemos à Procuradoria Geral do Estado (PGE). A universidade não tem uma procuradoria e a PGE é quem responde pelo nosso mantenedor, que é o Estado do Paraná. Como havia dúvidas no regimento eleitoral, nós enviamos à procuradoria e estamos aguardando o que a PGE vai dizer sobre como devemos proceder.

A diretora do campus de Cornélio Procópio diz que o senhor estaria protelando essa eleição. Tem fundamento essa declaração?
A alegação dela não procede, mas se for publicado o que ela falou, eu vou tomar as providências que considero necessárias. Acusar é fácil. Enquanto não chega a resposta da procuradoria, que foi uma consulta formal em nome da instituição, eu não posso me posicionar. Havia questões dúbias no regimento eleitoral. Quando há dúvidas, tem que se recorrer para quem é o mantenedor. Mas isso eu posso dizer sem medo de errar: ela está desesperada para ser candidata e ter eleição a qualquer custo e a qualquer preço, mas as coisas não funcionam assim. As coisas devem acontecer dentro de princípios legais, e não de acordo com a vontade de A ou de B.

Ela também ponderou que essa indefinição estaria causando uma certa instabilidade administrativa. O senhor concorda com esta afirmação?
Não concordo. Absolutamente. Primeiro que eu não concordo que esteja sendo protelado, o que é mentira. E segundo, em cima de uma mentira, ela diz outra. Assim fica difícil tecer comentários.

Quando o senhor acha que a procuradoria vai dar um posicionamento sobre o assunto?
Eu espero que a PGE responda e dê um posicionamento quanto à legalidade no mais breve tempo possível. Eu gostaria de ter esta resposta antes do final do mês de fevereiro. Se existe alguém interessado em fazer com que a coisa ande, sou eu. Agora, não na marra, não sem princípios legais.

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