Reincidência de pessoas que passam pelo centro terapêutico é rara
Jacarezinho - A reincidência de pessoas que realizam o tratamento completo em centros terapêuticos é rara. O psicólogo do Cofadd, José Francisco de Souza Silva, 41 anos, afirma que em três anos que trabalha no local viu apenas quatro casos de reincidência. ''Às vezes pacientes demoram um pouco para aderir ao tratamento, mas acabam indo bem'', explica. Ele ressalta que recaídas existem, pois a dependência química não tem cura, mas tem controle. ''Às vezes as pessoas perdem o controle e acabam voltando para as drogas'', revela.
Ele conta que conselhos não surtem efeito nos jovens de hoje, mas seria importante para aqueles que nunca consumiram drogas e que acham que podem controlar quando parar que conversem com pessoas internadas em comunidades terapêuticas para ouvir relatos de como o processo começa sutilmente. ''As pessoas começam bebendo socialmente e depois passam a utilizar drogas apenas para experimentar, mas é preciso ouvir a história de perdas que isso acarretou'', aconselha. O psicólogo destaca que se a droga encontrar uma brecha para entrar na vida das pessoas, destroi familias, saúde e amizades. '' Venha nos fazer uma visita para conhecer o que a droga faz na vida da pessoa'', convoca.
Para aqueles que já são dependentes químicos e não querem fazer o tratamento, o psicólogo explica que tudo tem a hora certa para acontecer. ''Enquanto a pessoa está iludida que a droga pode dar a resposta que ele quer, isso não acontece. Ele precisa cair em si e admitir que não conseguirá sair dessa situação sozinho'', alerta. A situação se agrava, segundo Silva, porque os dependentes procuram os centros de tratamento quando a saúde já acabou. (V.O.)





