O Norte Pioneiro é a região mais antiga na produção de bicho-de-seda do Estado. O coordenador de matéria-prima da Kanebo Silk do Brasil, em Cornélio Procópio, Shigueaki Kato, diz não saber há quanto tempo a sericultura foi introduzida na região, mas que Cambará foi o primeiro produtor. ‘‘Cambará parou de produzir por algum tempo, mas produtores estão retomando as atividades. Hoje, o município mais antigo em produção é Ibaiti’’, disse.
A estimativa de produção de bicho-da-seda, para esta safra, no Norte Pioneiro é de 494 toneladas de casulos. No total, são 362 sericicultores em atividade e outros 160 iniciando a produção.
Kato informou que a Kanebo Silk do Brasil tem um contrato formal com os sericicultores. ‘‘Fazemos um acordo verbal, onde a empresa se compromete a comprar toda a produção’’.
Segundo Kato, a sericicultura é uma atividade interessante para os pequenos produtores. ‘‘A sericicultura é uma alternativa de renda e cada produtor consegue tirar uma média de R$ 500,00 por mês. Existem produtores que, com o mesmo número de larvas conseguem um ganho aproximado de até R$ 1 mil’’, comentou.
Conforme Fernando Emanuel Gonçalves Vieira, chefe regional da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), a sericicultura é uma produção relativamente barata, em termos de cultivo e o lucro pode não ser muito alto, mas é um lucro mensal. Caso a mão-de-obra seja familiar, o que acontece na grande maioria dos casos, os rendimentos são maiores. ‘‘A sericicultura está em crescimento e desenvolvimento, sem dizer que é uma segurança para o agricultor, já que os lucros são mensais e não há incertezas, uma vez que ele sabe que no fim do mês terá um dinheiro garantido’’, disse Vieira.
Barra do Jacaré está desenvolvendo a cultura, tanto que há pouco mais de três anos a sericicultura foi introduzida no município com apenas cinco produtores de bicho-da-seda. Hoje, são 25 produtores. A Kanebo instalou uma Unidade Receptora em Barra do Jacará, que recebe também a produção de Andirá, Santo Antônio da Platina, Cambará e Jacarezinho, que somam mais 70 produtores.
Segundo Odair José Correia Paiva, técnico em sericicultura, responsável pela Unidade da Kanebo em Barra do Jacaré, o projeto da empresa é de que dentro de poucos tempo, o número de produtores triplique e a produção de casulos, no Estado, chegue a 250 milhões de toneladas por safra.

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