Um dos pontos fortes da lei 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, é que a mesma define a prioridade à reciclagem e a formação de cooperativas ou associação de catadores. Mas, segundo o professor Fernando Fernandes, do Centro de Tecnologia e Urbanismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a lei não define a forma como o trabalho deve ser feito nem determina valores que o subsidiem. ''É uma negociação livre entre prefeituras e associações ou cooperativas.'' Fernandes destaca, entretanto, que o custo para manter uma usina de reciclagem é alto.
Cada pessoa produz em média de 800 gramas a um quilo de lixo por dia, calcula o professor. Para poupar ao máximo o trabalho de separação dos resíduos sólidos que chegam ao aterro misturado com restos de detritos orgânicos, a melhor saída, de acordo com ele, ainda é a conscientização da população. ''O grande trabalho que deve ser feito pelas prefeituras e pelas companhias que executam esse serviço é a realização de campanhas que conscientizem a população para a separação correta do lixo'', sugere. (K.A.)

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