A avicultura nacional se firma como uma das mais avançadas do mundo. Com muita genética, produtividade e preços competitivos ganham a preferência do consumidor, tanto aqui como lá fora. Mas a carne de frango, ao menos por enquanto, não é a mais consumida no Brasil e nem no mundo. Aqui, a carne mais consumida é a bovina e no mundo a suína. Mas da forma como avança na preferência popular aqui e lá, e por ser considerada a proteína animal mais barata, pode reverter este quadro num curto espaço de tempo.

Para se ter uma idéia da evolução do consumo da carne de frango no território nacional, vejam estes números: em 1970 o consumo per capita do brasileiro era de 25 quilos de carne bovina, oito quilos de carne suína e de três quilos de carne de frango. No ano passado cada brasileiro consumiu, em média, 36,5 quilos de carne bovina, 12,1 quilos de carne suína e 30 quilos de carne de frango.

A projeção para este ano é de 36,8 quilos de carne bovina, 12,6 quilos de carne suína e de 36 quilos de carne de frango. Ou 5,253 milhões de toneladas. Nos últimos 10 anos o consumo per capita de carne de frango aumentou 112,5% contra 7,6% da carne bovina.

A produção brasileira de carne de frango para este ano está estimada em 6,2 milhões de toneladas de carcaças, com as exportações atingindo 950 mil toneladas. Ainda no terreno das exportações, no mês passado elas continuaram em pleno vapor: 108,7 mil toneladas, rendendo US$ 106 milhões. Nos últimos 12 meses cresceram 28,9%.

A avicultura de corte é muito representativa na balança comercial brasileira e, ao mesmo tempo, importante no contexto social da nação, pois emprega, mesmo no sistema integrado, mão-de-obra familiar e viabiliza pequenas propriedades.

Se a avicultura vai de vento em popa, o mesmo não se pode dizer da suinocultura, que é um segmento tão importante quanto, que também teve uma grande evolução genética, mas que tropeça no baixo consumo interno, influenciado pela crendice popular de que sua carne é transmissora de diversas doenças. Aquele animal criado solto, ou em chiqueirões imundos, que vive chafurdando em tudo que é ''porcaria'', o chamado porco caipira, sim, representa perigo à saúde humana.

Já os animais criados em granjas, digamos profissionais, não representam perigo, uma vez que a limpeza é prioridade; e em todas existem espelhos d'água para os porcos defecarem. O que ocorre é que nós brasileiros, usamos expressões corriqueiras, que denigrem a imagem da carne suína, por exemplo: ''você está sujo como um porco'', ''não fuça nesta porcaria'' ou ''isto aqui está parecendo um chiqueiro''.

Querendo ou não, essas expressões influenciam negativamente. Mas não são verdadeiras na suinocultura moderna. Tanto não que a carne de porco é a mais consumida no mundo. Para americanos, canadenses, alemães, austríacos, belgas, dinamarqueses, ingleses, etc... a carne suína é a principal fonte de proteína animal.

O que o consumidor precisa fazer e é um direito dele ao comprar carne, seja lá qual for, é se informar sobre a procedência. Se a resposta não for convincente, não compre. Vá a outro estabelecimento.

Os números da suinocultura brasileira são estes: 33.021.799 de cabeças. 2.840.595 matrizes. Produção de 2.217.034 toneladas equivalente-carcaça, para uma exportação de 219 mil toneladas equivalente-carcaça.

''Apoteose''

É o nome do último leilão deste ano, no CTG, em Santo Antônio da Platina. O pregão será realizado dia 18 (terça-feira), às 19 horas, e estará apresentando 800 animais dos principais criatórios da região. Somente da Fazenda Califórnia, da famíla Ferroni, virão 400 animais, sendo: 100 garrotes nelore de 12 a 18 meses, 200 novilhas da mesma faixa etária, 22 vacas com bezerros ao pé, 25 vacas solteiras, e novilhas e machos 1/2 sangue caracu. Os demais animais inscritos para o leilão são de boa raça e boa procedência. Participe e adquira qualidade. Informações pelo fone (43) 534- 53 01.

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