Aumentou, e muito, em toda região e no Estado, a prática do abate clandestino, feito, evidentemente, sem nenhuma fiscalização e muito menos higiene, pondo em risco a saúde da população. Sempre entendi - me corrijam se estiver errado - que o papel da saúde pública, em primeiro lugar, é atuar preventivamente.
Há, em cada cidade, os agentes de saúde que, presume-se, são os responsáveis pela fiscalização e autuação de estabelecimentos (bares, hotéis, açougues, supermercados, panificadoras, abatedouros municipais ou privados, etc...) que não estejam dentro das mínimas condições de higiene. Ao que parece, estes agentes - cargo que pela inércia é muito mais um cabide de emprego - não estão fazendo nem uma coisa, nem outra. O que me leva a crer que estão agindo em interesse próprio ou cumprindo ordens ''superiores''.
E até quando vamos ter que aguentar mais este afronto, sem que as chamadas autoridades ''competentes'' tomem providências? Ninguém sabe... Isto porque, para os políticos - a mais egoísta das classes -, que deveriam zelar pelo bem estar da população em todas as áreas, o mais importante é o voto.
Então, o que fazer? Para prevenir futuros problemas de sa© úde, o melhor que temos a fazer é comprar em estabelecimentos confiáveis, higiênicos e que trabalhem com carnes inspecionadas. Que tenham o carimbo do SIF.
Exportações
No início do primeiro semestre deste ano, dois fatores, de proporções internacionais, colocaram em xeque o setor pecuário brasileiro: o embargo canadense aos nossos produtos e os focos de aftosa no Rio Grande do Sul. Todo segmento ficou apreensivo. A preocupação foi imensa. As projeções feitas de um melhor desempenho em nossas exportações de carne em 2001, estavam comprometidas. Afinal, o Canadá faz parte do G-8. E os focos de aftosa nos levaria a uma perda de mercados.
Mas, felizmente, ganhamos a batalha contra os canadenses e os focos de aftosa registrados no Reino Unido, Argentina e Uruguai, tradicionais exportadores, mais os casos da doença da vaca louca - por pura sorte -, nos favoreceram.
Nossas exportações, se confirmadas as estimativas, deverão fechar o ano com gráfico ascendente, bem acima das projeções feitas no princípio do ano.
Deveremos produzir, segundo estimativas, sete milhões de toneladas equivalente-carcaça e exportar 765 mil toneladas de carne bovina. Duzentas mil toneladas a mais do que exportamos em 2000. Crescimento de 38%. Uma evolução que, talvez, nenhum outro país tenha alcançado. Aliás, sozinhos, produzimos quase que o mesmo que a União Européia, que deverá produzir este ano 7,5 milhões de toneladas.
Esta condição nos leva a uma posição de destaque no cenário da pecuária mundial. E pode nos transformar no maior exportador de carne bovina, num curto espaço de tempo.
Porém, não podemos ficar à mercê da sorte, que foi nossa aliada este ano. A conquista ou incremento de mercados internacionais exige esforço e participação de todos, principalmente na questão sanidade.
Consumo per capita de carne
Estimativa feita pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), sobre consumo per capita de carne em 2001, em todas as regiões do globo terrestre, aponta que o argentino, embora enfrentando uma crise sem precedentes, é o povo que mais irá consumir carne bovina no mundo: 69 quilos por habitante. Em segundo lugar, o uruguaio com 62,5 quilos por habitante. Paraguaios e americanos deverão consumir 43 quilos por habitante. Já nós, brasileiros, deveremos consumir 36,4 quilos. Enquanto que australianos e neo-zeolandeses deverão consumir 35 quilos por habitante.
De outro lado, o povo indiano, que venera o boi como um animal sagrado, é o que menos carne irá consumir: 1,4 quilo. Seguido por hondurenhos com 2,7 quilos, filipinos e guatemaltecos com 4,2 quilos, chineses com 4,5 quilos e tailandeses com 4,6 quilos.
Donos do futuro
Este é o nome do leilão que será realizado dia 28 de outubro, às 14 horas, no CTG Coxilha Platinense, em Santo Antônio da Platina. Prestaremos uma homenagem justa aos nossos sucessores.
O número de crianças e jovens, acompanhados de suas famílias, aumenta a cada leilão. É ótimo ver o recinto do CTG repleto desta gente bonita, alegre, que irradia felicidade e esbanja otimismo por todos os poros.
O interesse que esta juventude, que é curiosa e aprende fácil, tem pelos leilões, exerce influência nas conversas em família. Assim sendo, têm que ser cada vez mais estimulado.
Através desta simples homenagem, vamos externar nossos agradecimentos e ao mesmo tempo reconhecer a importância que eles têm no futuro da pecuária e da Nação.

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