Onde anda aquela euforia de dias atrás? Pois é! Passou... Afinal, alegria de pobre dura pouco. Quem, naquele frisson, poderia imaginar que em plena boca da entresafra o mercado pecuário estaria olhando de lado, como está? Quando se falava na busca de novos mercados exportadores, que aqueceriam o setor, nos vemos diante de uma situação totalmente inversa. Se este fato, por si só, não bastasse, aparece um novo para aumentar ainda mais o clima de incerteza que ronda a economia brasileira: o malfadado apagão.
O reflexo será imediato, pois haverá desemprego, o que provocará uma retração ainda maior no já combalido mercado interno, que anda às voltas com o baixo poder aquisitivo da população; trabalho informal e uma crise política sem precedentes. Se vendo diante desta realidade, quem assumiu compromissos na expectativa de uma melhor remuneração por arroba na entresafra pode ter seus planos frustrados e, consequentemente, amargar prejuízos. O que fazer? Por hora, rezar. Rezar para que retomemos o mercado externo. Rezar e convocar todas as tribos indígenas deste País, para a grande dança da chuva.
- Show de raça
Santo Antônio da Platina foi palco de mais um grande leilão de gado de corte (Show de Raça), realizado no último sábado no CTG Coxilha Platinense. O pregão apresentou uma oferta de 739 animais, dos quais 542 foram vendidos, alcançando 73,34% de liquidez. O total comercializado atingiu a casa dos R$ 187.036,00, com uma média de R$ 345,08 por animal. Mais uma vez o grande público que prestigiou o evento teceu rasgados elogios à qualidade do gado. Mas nem este fato conseguiu contribuir para uma maior taxa de liquidez, comprovando que o mercado está retraído, à espera do que vai acontecer no curto prazo. Surpreendentemente, os lotes de fêmeas foram mais disputados. Estiveram no leilão 25 vendedores e 19 compradores de diversos municípios da região. O próximo leilão (Arraiá de São Pedro) está agendado para o dia 30 de junho, às 17 horas, na sede do CTG.
- Aftosa x brucelose
Cientificamente nunca ficou provado que houve casos de febre aftosa em humanos, só suspeitas. Subentende-se, então, que se pode comer carne ou tomar leite de um animal infectado, sem que isto cause danos à saúde humana. Sendo assim – corrijam-me, por favor, caso esteja errado – todos os animais mortos e incinerados na Europa, Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul poderiam ser desossados e servir de alimento aos famintos do mundo.
Partindo deste princípio, seria uma cena mais bonita e digna do que aquela mostrada pelas tevês, quando milhares de animais viraram uma grande fogueira e sua fumaça serviu para virar poluição. Ora, ora. Pois, pois. Se a aftosa não causa danos à saúde humana e é detectada a olho nu, por quê, então, não se faz campanha contra a brucelose? Esta, sim, é transmissível ao homem por diversos meios: carne, leite, contato direto (via manuseio da carne), restos fetais, inseminação artificial, no manuseio da vacina, que é composta por bactéria viva, e que deve ser feita com acompanhamento de veterinário, etc... Uma vez presente no corpo humano, a brucelose irá exigir um tratamento caro, longo e de difícil cura. O único meio de se evitar a brucelose é vacinando os animais, entre o quarto e sexto mês de vida.

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