REBANHO PIONEIRO
Estamos em plena campanha de vacinação contra a febre aftosa e a nossa maior arma, sem dúvida, é a pistola, carregada até a boca com aquele líquido branco e oleoso, chamado vacina. Não há outro remédio. Para atingirmos a condição de área livre de aftosa sem vacinação é preciso vacinar. Temos lido e visto que o risco da aftosa é real e exemplos estão chegando de países que, pensávamos, estavam livres do mal: Argentina, Uruguai e Inglaterra. E não há como negar que argentinos, uruguaios e ingleses são mais conscientes e patriotas que nós. Defendem seus interesses sócio-político-econômicos com unhas, dentes, palavras e ações. Mas mesmo assim a febre aftosa reapareceu.
Com isto, novos mercados poderão se abrir para a nossa carne. Mas para que este fato se concretize é preciso que ganhemos o status de área livre de aftosa sem vacinação, que é dado pela Organização Internacional de Epizootias (OIE). E isto só será possível se fizermos direitinho o dever de casa. Então, mão na massa. Ou melhor, na pistola.
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Para se precaver, o governo brasileiro doou um milhão de doses de vacina ao Uruguai, que serão utilizadas em áreas próximas à fronteira. Medida correta. Preventiva. Que poderia ser utilizada, também, com o Paraguai, Bolívia e Argentina. Enquanto o governo federal age, o governo estadual, que alega estar sem caixa, consente a cobrança de R$ 0,25 por cabeça, a ser paga, é claro, pelo produtor.
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Como evoluiu a pecuária do Norte Pioneiro! Temos visto animais produzidos aqui fazendo belas campanhas em diversas pistas de peso, nas mais diferentes exposições agropecuárias deste Brasil. Nosso rebanho P.O. nelore, simental, limousin, pardo-suíço, caracu, charolês é reconhecido, respeitado e premiado. Mas a evolução a qual me refiro é a do gado de corte. O interesse de pecuaristas de outras regiões em nossos animais ficou evidenciado na Efapi de Santo Antônio da Platina, quando até invernistas do Estado de São Paulo aqui estiveram em busca de uma reposição de qualidade.
Este fato comprova que nossos produtores estão trilhando o caminho certo. Investem em touro de genética superior não importando a raça buscando, desta forma, uma margem de lucro muito maior. Até porque o touro bom, com pedigree, garante uma relação custo/beneficio muito pequena, se considerarmos, entre outros aspectos, a diferença de preço no desmame.
Por outro lado, o invernista, embora pague um pouco mais pela reposição, acaba ficando satisfeito porque sabe que ganhará na precocidade e no rendimento de carcaça. É o velho e bom Norte Pioneiro produzindo qualidade para a pecuária do Estado.
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Mais um grande leilão de gado de corte ocorreu no dia 28 de abril em Santo Antônio da Platina. Denominado de Qualidade Total, o pregão foi um grande sucesso. Dos 695 animais ofertados, 625 foram comercializados, garantindo 90% de liquidez. O total das vendas atingiu R$ 234.715,00. Na oportunidade foi instituído o troféu Qualidade Total ao melhor lote de machos e ao melhor lote de fêmeas. As irmãs Dora e Lúcia Pavan, sucessoras de Alcides Pavan, levaram o prêmio de melhor lote de machos. Enquanto que o de melhor lote de fêmeas ficou com Cristóvão Lins de Barros Lemos, de Abatiá. O próximo leilão em Santo Antônio da Platina será no dia 26 de maio. Neste pregão, também, haverá a eleição dos melhores lotes de machos e de fêmeas.
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O Frigorífico de Santo Antônio da Platina voltou a operar graças ao empenho dos funcionários que fundaram uma cooperativa que se encarregará dos abates, não se envolvendo na compra ou venda. A cooperativa prestará serviços a terceiros, ficando, como forma de pagamento ao trabalho realizado, com os míudos, mocotó, etc... Estes, sim, serão comercializados pela própria cooperativa. Tiradas as despesas, o que sobrar será rateado, de maneira equitativa, entre os cooperados. Nos dois primeiros meses não haverá cobrança de aluguel. Que bom ter de volta um dos pontos de referência do Norte Pioneiro.
- Arão Dias Neto é leiloeiro e pecuarista





