O número de projetos nas áreas de pesquisa e iniciação científica aumentou quase seis vezes na Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp), passando de 51 em 2008 para 290 este ano. São projetos que vão contribuir não apenas com o desenvolvimento da instituição, mas de todo o Norte Pioneiro.
A Uenp foi criada em 2006 com a fusão de cinco faculdades isoladas nas cidades de Bandeirantes, Cornélio Procópio e Jacarezinho, e começou a funcionar efetivamente como universidade em 2008. A eleição da primeira reitoria, que cumpre o atual mandato, aconteceu no final de 2010. No formato anterior, seria quase impossível a realização de tantos projetos.
Na área de pesquisa, por exemplo, a Uenp tinha 27 projetos em 2008, e agora são 137, ou seja, quase quatro vezes mais. ''Vejo isso como um diferencial importante nas universidades porque é a partir do envolvimento dos alunos que as coisas começam a acontecer'', afirma o reitor Eduardo Meneghel Rando. Segundo ele, a universidade incentiva o aluno a se envolver em projetos de pesquisa que podem ser traduzidos em benefício da comunidade externa.
Na área de iniciação científica, a Uenp oferecia 24 bolsas em 2008 e hoje são 153, sendo 120 da Fundação Araucária, 13 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Cnpq) e 20 da própria instituição. ''Nós mais que duplicamos o número de bolsas do Cnpq em um ano, o que significa que nossos resultados são muito bons e que estamos sendo bem avaliados pelo conselho'', comemora.
O reitor diz que o programa Universidade Sem Fronteiras, criado pela Secretaria de Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, possibilita a execução de vários projetos de extensão, com a participação de recém formados e estudantes. São projetos nas áreas de tecnologia, saúde, saneamento básico em comunidades rurais o que, segundo o reitor, contribuem para melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região, que é relativamente baixo.
A Uenp ainda participa do Plano Anual de Fiscalização Social, que ajuda o Tribunal de Contas do Estado a fiscalizar a aplicação de recursos públicos na execução de alguns projetos; do Programa de Educação Tutorial (Pet), um projeto do governo federal para apoiar atividades acadêmicas; o Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE), que visa o aperfeiçoamento de professores do ensino básico, além da participação em operações do Projeto Rondon em lugares distantes do país, o tem sido uma ''experiência inesquecível'' os estudantes.
No setor de pós-graduação, a Uenp tinha apenas um curso de mestrado na área de direito e agora tem projetos para a criação de cursos de mestrado nas áreas de ciências agrárias, medicina veterinária, ciências biológicas e educação.
Rando afirma que neste momento, uma de suas maiores preocupações é fazer um trabalho de base para consolidar a universidade, que define como em ''fase de construção''. Segundo ele, a primeira reitoria eleita da Uenp está há menos de dois anos no cargo e, por isso, a instituição não pode ser comparada à Universidade Estadual de Londrina, que tem 40 anos de existência, ou às primeiras universidades do mundo que existem há cerca de um milênio. ''A gente tem que ter isso muito claro, ter os pés no chão, e saber onde queremos chegar; este é um trabalho de base que estamos iniciando e que, por isso, precisamos ter muito cuidado porque as atitudes de hoje vão refletir no futuro'', afirma.

Imagem ilustrativa da imagem Projetos fazem universidade 'decolar'
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