A proposta de integração do Procuca fica evidente por meio dos alunos que encontraram na música e em outras formas de arte um meio de se expressar e esquecer os problemas. Um exemplo disso é Ivo Brambilla, 68 anos.
Ele lembra que há alguns anos perdeu boa parte da visão e isso lhe causou profunda depressão, superada depois de conhecer o projeto. ''Eu andava triste, havia perdido o gosto pela vida e a música me trouxe de volta'', afirma ele que começou como trompetista em 2008 e este ano resolveu aprender violino.
Recuperado da depressão, Brambilla comemora a participação dos filhos e esposa no projeto. A oportunidade de ao mesmo tempo poder ensinar e aprender arte com os mais jovens é o que mais o atrai no projeto. ''Para quem gosta de música este aqui é um pedacinho do paraíso'', emociona-se.
Jemima Grande, 17 anos, está no Procuca há pouco mais de seis meses nas aulas de violoncelo, mas já demonstra muita disposição para aprender. ''Fiquei sabendo do projeto pela minha mãe e eu já tinha aprendido a tocar violão sozinha em casa então resolvi conhecer outro instrumento. Gosto muito de música e tenho facilidade para aprender, isso tem ajudado bastante.'' Ela agora alimenta o sonho de trabalhar com música e até mesmo dar aulas para novos alunos do projeto.
Mas não é só a interação e o lazer que fazem do Procuca algo diferenciado. As atividades têm ajudado também alguns jovens a superarem seus medos e a timidez. ''Tinha dificuldades de me expressar, era muito calada e as aulas me ajudam muito'', conta Tamires Vieira Pinheiro, 14 anos, frequentadora das aulas de teatro, canto e teclado. (V.F.)

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